Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/Fiocruz: Resultado do Processo Seletivo 2026

Divulgação dos aprovados no Processo Seletivo 2026

Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 10/03/202
 

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde agradece a participação e interesse de todos os candidatos e torna público o resultado do Processo Seletivo para integrar a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/Fiocruz no ano de 2026.

Pedimos aos selecionados que aguardem o nosso contato para a realização da matrícula.

A lista de espera será divulgada na próxima sexta-feira, dia 13 de março

Parabenizamos e damos as boas-vindas aos selecionados, agradecemos aos demais candidatos e candidatas pela participação e desejamos que possamos nos encontrar em novas turmas no futuro.

 

 

 

SELECIONADOS:

Nome do Candidato

Instrumento

Alice Meneses Wendling

Clarinete

Arthur Luiz Silva Santos Lisboa

Violino

Elisa Duque Romeo

Viola

Emanuelly Mayo Figueiredo

Contrabaixo Acústico

Guilherme M.  Silva Pinto Raymundo

Contrabaixo Acústico

Isadora Ribeiro de Oliveira

Violino

Laura Mariosa Souza

Clarinete

Layanne Vitória Bernardes moura

Violoncelo

Leandro Leal Vicheti Kneipp

Contrabaixo Acústico

Manuella Oliveira Venâncio de Sá

Violino

Maria Eduarda Maciel Venâncio

Violino

Maria Julia dos Santos Rufino

Flauta Transversal

Maria Yara Telles Rodrigues de Carvalho

Violino

Poliana Gomes José Banca de Almeida

Violoncelo

Vitória de Oliveira Gouvêa Falk

Contrabaixo Acústico

Yasmin Barbosa Silva de Oliveira

Violino

 

 

 
 
 
 

 

 

Fiocruz Petrópolis e FAMPE oferecem formação gratuita para associações de moradores e lideranças comunitárias

Formação vai tratar de temas como: gestão e procedimentos estatutários, políticas públicas e participação social. Os participantes terão acesso a certificados 

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí/Fiocruz)Publicado em 09/03/2025

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, programa da presidência da Fiocruz em Petrópolis, e a Federação das Associações de Moradores de Petrópolis (FAMPE) oferecerão, a partir deste mês de março, um curso de formação para associações de moradores e lideranças, com o objetivo de fortalecer a organização e a participação comunitária. O curso terá uma duração de três meses com início no dia 28 de março, e aulas  quinzenais aos sábados, das 8h às 13h, no Palácio Itaboraí, no Valparaíso.   

Os  temas a serem abordados incluem  a gestão e procedimentos estatutários das associações e a compreensão  das políticas públicas nacionais, estaduais e municipais relacionadas à participação comunitária, entre outros. A ementa da formação contempla ainda conteúdos com foco no fortalecimento da atuação coletiva nos territórios, que serão apresentados por meio de oficinas, aulas expositivas, dinâmicas de Teatro do Oprimido e debates. 

A iniciativa é resultado do primeiro Encontro do Fórum Itaboraí com a FAMPE e Associações de Moradores, realizado no Palácio Itaboraí, em setembro de 2025, que reuniu representantes de diversas comunidades e propôs encaminhamentos para o fortalecimento institucional das associações.   

De acordo com o presidente da FAMPE, Paulo Souza, esta formação é estratégica para qualificar o trabalho das associações. “Ela tem como objetivo agregar novos conhecimentos e ferramentas para a luta pela garantia dos direitos das comunidades”, afirma. Atualmente, a FAMPE reúne cerca de 40 associações de moradores no município. 

Para participar da formação, é necessário fazer a inscrição, até o dia 24 de março, por meio do preenchimento de formulário on-line, disponível neste linkAs vagas são limitadas. O curso terá a emissão de certificado para os participantes.

 

Local: Auditório do Palácio Itaboraí - Valparaíso 

Carga horária: 55 horas, em 7 sábados de encontros quinzenais, de 9 às 13 hs, a partir de 28 de março até 27 de junho de 2026.
 
Objetivo geral: fortalecer a organização e a participação popular e cidadã
 
Público-alvo: Dirigentes e membros de associações de bairro, lideranças comunitárias, moradores e moradoras 
 
Metodologia: Aulas expositivas, Oficinas participativas, Performances de Teatro do Oprimido, Dinâmicas de grupo, Estudos de caso, Debates e Planejamento prático.
 
ENCONTROS
28/03 - Aula 1- Panorama Histórico e institucional- Constituição de 1988, os três poderes da República
11/04 - Aula 2 - Sociedade Civil e formas de organização cidadã: Associação, Cooperativa, Coletivo, Sindicato – características, diferenças e funções
25/04 e 09/05 - Aulas 3 e 4 - Gestão e Procedimentos estatutários (CNPJ, Estatuto, Registro, Prestação de Contas, obrigatoriedades fiscais) 
23/05 - Aula 5 - Participação Popular, Comunicação (interna e externa) e Mobilização Comunitária (importância, objetivos, estratégias para a incidência política)
13/06 - Aula 6 – O Poder Local- Mapeamento das Políticas Públicas e serviços locais, como funcionam e a quem recorrer
27/06 - Aula 7 – Planejamento de ações e sustentabilidade da Associação, Encaminhamentos 
 
 
 
 

 

Prazo para inscrições do processo seletivo 2026 da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/Fiocruz termina nesta quinta

Seleção será realizada no dia 7 de março, no Palácio Itaboraí. Curso é gratuito e exclusivo para estudantes da rede pública 
Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 04/03/2026
 

O prazo para as inscrições do processo seletivo da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/Orquestra de Câmara da Fiocruz termina nesta quinta-feira, dia 5 de março. A seleção será no próximo sábado, dia 7, no turno da manhã, no Palácio Itaboraí, no Valparaíso. As vagas disponíveis são para violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo acústico, flauta transversal e clarinete, todas para início imediato. Também haverá cadastro de reserva para todos os instrumentos. Não é exigido conhecimento prévio de música. 

Podem participar do processo seletivo estudantes da rede pública de ensino que estejam cursando prioritariamente entre o 7º ano do ensino fundamental e o 1º ano do ensino médio, com limite de idade de 18 anos no ato do ingresso. O curso é totalmente gratuito, com duração de três anos, e as aulas acontecem três vezes por semana, sempre no período da tarde.  

Todo o material e os instrumentos necessários ao aprendizado são fornecidos sem qualquer custo para os alunos. As inscrições devem ser realizadas pelo WhatsApp do Fórum Itaboraí (24) 2103-2181, no qual o candidato receberá o link para preenchimento do formulário eletrônico.  

As atividades da Orquestra ocorrem no Palácio Itaboraí, que fica na Rua Visconde de Itaboraí, nº 188, no bairro Valparaíso. Além da formação musical continuada, os alunos participam de masterclasses, intercâmbios com universidades públicas de música e apresentações abertas ao público, integrando um projeto que promove desenvolvimento artístico, educacional e social. 

Criada em 2013, a OCPIT é um projeto sociocultural do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde (Fiocruz/Petrópolis), que oferece formação musical gratuita, democratiza o acesso à música de concerto e prepara jovens interessados para os Testes de Habilidade Específica (THE) de escolas superiores de música.

A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/ Orquestra de Câmara da Fiocruz é uma realização do Fórum Itaboraí, Fiocruz e do Ministério da Cultura, Governo Federal, com gestão cultural da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SOCULTFio), e patrocínio da Fiotec e da Zeiss, sendo esta última por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

SERVIÇO

Vagas: Violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo acústico, flauta transversal e clarinete (início imediato); cadastro de reserva para todos os instrumentos

Quem pode participar: Estudantes da rede pública de ensino de Petrópolis, prioritariamente entre o 7º ano do ensino fundamental e o 1º ano do ensino médio com idade máxima de 18 anos no ingresso

Inscrições: Até 05 de março, pelo WhatsApp do Fórum Itaboraí: (24) 2103-2181. O link para preenchimento do formulário de cadastro será enviado após o contato pelo WhatsApp.

Seleção: Dia 07 de março, pela manhã

Local: Palácio Itaboraí – Rua Visconde de Itaboraí, nº 188, Valparaíso, Petrópolis

 

Conheça mais sobre a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí no YouTube: 

Documentário: https://youtu.be/kjeYKqG2J9s

Outros vídeos: https://www.youtube.com/playlist?list=PL8ANDU7I_qdLJXSt_Q7jKZ-BFdIzRLCuL

 

 

 

Palácio Itaboraí terá concertos mensais abertos ao público em comemoração aos 125 anos da Fiocruz

 Primeira apresentação vai promover um encontro entre alunos e ex-alunos da OCPIT/ Orquestra de Câmara da Fiocruz e será no dia 28 de fevereiro, às 17h
Aline Rickly (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 19/02/2026
 

O Palácio Itaboraí terá ao longo deste ano apresentações mensais da OCPIT/ Orquestra de Câmara da Fiocruz abertas ao público. A iniciativa faz parte do projeto Concertos na Fiocruz e integra a programação comemorativa dos 125 anos da instituição. A série, intitulada “Encontros de Gerações”, vai aproximar alunos e ex-alunos da Orquestra, com o objetivo de fortalecer vínculos, valorizar trajetórias formativas e preservar a memória viva do projeto, que completa 14 anos em 2026 e atua na formação de jovens de escolas públicas de Petrópolis. 
 
Os concertos vão ocorrer sempre no último sábado de cada mês. O primeiro será no sábado, dia 28 de fevereiro, às 17h. Cada apresentação desta série terá duração de uma hora e será organizada em dois momentos: na primeira parte, os ex-alunos se apresentam em formações variadas. Na sequência, eles retornam ao palco ao lado dos alunos atualmente matriculados na orquestra, em uma apresentação conjunta. Os interessados em assistir ao concerto devem fazer a inscrição pelo whatsapp (24) 2103-2181. As vagas são limitadas. 
 
“A iniciativa celebra a história da Fiocruz por meio de trajetórias de vida transformadas através da educação e cultura, compreendidas como dimensões fundamentais da determinação social da saúde. Ao reafirmar o compromisso institucional com a formação integral e a valorização de percursos formativos, a atividade evidencia como o acesso à cultura e à educação contribuem para a promoção da saúde, da cidadania e da equidade”, afirma Nina Mayer, coordenadora executiva da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/ Fiocruz. 
 
Esta apresentação inaugural contará com a presença dos ex-alunos André Azevedo (violoncelo) e Gabriel Severiano (viola de arco), em um programa com obras de Ludwig van Beethoven, José Luis Elizondo e Dmitri Shostakovich. Além de duetos, os músicos tocarão com os atuais integrantes do projeto músicas dos compositores Alexandre Schubert e Sandra Mohr. 
 
André Azevedo iniciou seus estudos musicais em 2016, aos 14 anos, na OCPIT/Orquestra de Câmara da Fiocruz. Hoje, é bacharel em Violoncelo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Já Gabriel Severiano começou a estudar viola aos 9 anos. Posteriormente, integrou a OCPIT, onde permaneceu por quatro anos. Atualmente, aos 20 anos, é integrante da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem e cursa Bacharelado em Viola na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  
 

A OCPIT/ Orquestra de Câmara da Fiocruz é uma realização do Fórum Itaboraí, Fiocruz e do Ministério da Cultura, Governo Federal, com gestão cultural da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SOCULTFio), e patrocínio da Fiotec e da Zeiss, sendo esta última por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

 

 

 

Biblioteca Livre do Fórum Itaboraí promove campanha de arrecadação pelo Dia Internacional da Doação de Livros

Iniciativa busca arrecadar livros infantis, gibis e obras de literatura para fortalecer ações de incentivo à leitura em comunidades de Petrópolis

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 13/02/2026

Em comemoração ao Dia Internacional da Doação de Livros, celebrado no próximo sábado, 14 de fevereiro, a Biblioteca Livre do Fórum Itaboraí/ Fiocruz Petrópolis promove uma campanha de arrecadação de livros infantis, gibis e obras de literatura. O objetivo é fortalecer as ações de promoção da leitura desenvolvidas pela instituição, ampliando o acesso aos livros e incentivando o hábito da leitura entre crianças e jovens. 
 
No ano passado, a Biblioteca doou 1.037 livros em atividades de contações de histórias e literárias, nas ações comunitárias promovidas pelo Fórum Itaboraí. Em 2026, a proposta é ampliar ainda mais esse impacto social, fortalecendo a leitura como ferramenta de encontro, imaginação e transformação. 
 
As doações podem ser feitas diretamente no Palácio Itaboraí – Fiocruz Petrópolis, localizado na Rua Visconde de Itaboraí, nº 188, no Valparaíso. “Cada livro recebido se transforma em novas oportunidades de acesso à leitura e em experiências que aproximam pessoas, histórias e territórios”, afirma a bibliotecária Mayara Alves.  
Doações acima de 30 livros podem ser agendadas previamente pelo WhatsApp (24) 2103-2181, permitindo que uma equipe da Fiocruz realize a coleta. 
 
A Biblioteca Livre do Fórum Itaboraí foi fundada em 2015 e é um espaço aberto à comunidade que promove o acesso democrático à cultura e à informação técnico-científica, alinhando-se aos princípios de inclusão social, educação e desenvolvimento sociocultural do Fórum Itaboraí.  
 
Com acervo físico e digital voltado a áreas como saúde pública, ciências sociais, educação, agricultura, música, história e geografia, a biblioteca disponibiliza obras científicas e institucionais para pesquisa e empréstimo, além do Acervo Livre do projeto “Leia, Doe e Compartilhe”, que incentiva a circulação espontânea de livros.

 

 

 

 

Ministério das Cidades e Fiocruz anunciam as seis cidades selecionadas para a fase piloto do projeto DUI-RRD Cidades

Representando três estados brasileiros, os municípios selecionados serão os pioneiros na aplicação de estratégias de Desenvolvimento Urbano Integrado focadas na redução de riscos geo-hidrológicos

VPAAPS/Fiocruz - Publicado em 09/02/2026

Das 12 cidades que foram selecionadas por meio do edital lançado em maio de 2025, nove avançaram para a etapa final de submissão. A escolha dos projetos seguiu critérios técnicos: desde a exequibilidade das metas até o alinhamento com instrumentos urbanísticos e ambientais já existentes. O objetivo foi identificar propostas onde a metodologia DUI-RRD pudesse ser aplicada com total aderência, garantindo que o histórico de engajamento do município se transforme em resultados práticos no território.

Para Luís Madeira, coordenador do DUI-RRD Cidades, "a seleção final reflete, em parte, a complexidade do território brasileiro ao apresentar diversidade regional e diferentes tipologias de riscos geo-hidrológicos. Essa pluralidade é um fator importante para que o manual técnico — produto central do projeto — tenha a abrangência necessária para ser reaplicado em qualquer realidade municipal”. Madeira complementa que, ao testar a metodologia DUI-RRD em cenários tão distintos, é possível assegurar uma ferramenta mais robusta e eficaz, capaz de transformar a resiliência urbana em aliada direta da saúde e da qualidade de vida dos cidadãos.

Também integrante do núcleo gestor, a diretora de Estruturação de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Ministério das Cidades, Cristiana Scorza, destaca que "para garantir a máxima efetividade, a análise das propostas focou em perímetros que abrigam infraestruturas urbanas críticas e vulneráveis a desastres geo-hidrológicos”. Segundo Scorza, a seleção buscou contemplar equipamentos essenciais que servem a toda a municipalidade, ressaltando que a redução de riscos não ocorre de forma isolada: “ela depende de um planejamento que integre as áreas centrais às demais regiões, fortalecendo a resiliência de todo o ecossistema urbano", ressaltou.

Próximas etapas do Projeto DUI-RRD Cidades

A seleção dos seis municípios-piloto, marca a consolidação do projeto DUI-RRD Cidades, uma parceria entre Ministério das Cidades (SNDUM) e Fiocruz (VPAAPS) e o início da fase prática de testes do Manual de Projetos. Entre março e outubro, essas cidades percorrerão uma jornada completa — da governança participativa à análise de viabilidade econômica — para validar a metodologia. O objetivo final é a entrega, em dezembro, da versão final do Manual testada em campo, capaz de transformar territórios vulneráveis em áreas resilientes diante dos crescentes desafios climáticos.

Sobre o projeto

O Projeto DUI-RRD Cidades faz parte do Termo de Execução Descentralizada nº 969900/2024, que busca integrar esforços para desenvolver e aplicar novas metodologias, tecnologias e práticas em contextos de risco de desastres. Ele engloba a participação da Fiocruz, por meio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e de programas como o OTSS e o Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde.

Saiba mais sobre o projeto aqui.

Lista completa das cidades selecionadas:

Belo Horizonte – MG

Nova Friburgo – RJ

Nova Lima – MG

Paraíba do Sul – RJ

Petrópolis – RJ

Simões Filho – BA

Saiba mais sobre o DUI-RRD Cidades aqui.

Conheça os projetos apresentados por 9 municípios.

 

 

Fórum Itaboraí conclui recuperação de 18 nascentes no Brejal e apresenta novos passos do projeto de saneamento ecológico para 2026

Evento realizado no domingo (7/12) reuniu agricultores, parceiros institucionais e equipe técnica para socializar resultados da primeira fase
Aline Rickly (Fórum Itaboraí/Fiocruz) / Publicado em 23/12/2025
 

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde/ Fiocruz Petrópolis realizou um encontro com agricultores e moradores do Brejal para socializar as impressões, resultados e aprendizados da primeira fase de implantação das unidades demonstrativas de saneamento ecológico no território. Essa etapa, concluída ao longo do segundo semestre, teve como foco a recuperação e proteção de nascentes, consolidando um processo de formação técnica, participação comunitária e manejo sustentável das águas na região.

No total, 18 nascentes foram recuperadas e protegidas, com a instalação de estruturas do tipo iglu de contenção, desassoreamento, medições de vazão, adequação de pontos de captação e monitoramento da qualidade da água. As intervenções — realizadas em parceria com famílias agricultoras do Brejal — priorizaram a melhoria da disponibilidade hídrica, a redução de contaminação e o fortalecimento da resiliência ambiental do território. O trabalho integrou ações técnicas e pedagógicas descritas no material produzido pelo projeto, que reúne o passo a passo das obras, diretrizes de manutenção e registros das famílias guardiãs da água.

Agricultores e equipe técnica discutiram as soluções implantadas, compartilharam percepções sobre o processo e esclareceram dúvidas acerca do uso e da manutenção das estruturas. Paralelamente, foi iniciada a construção da agenda de trabalho do próximo ano, última fase do projeto, que ampliará as tecnologias de saneamento ecológico no território.

“Terminamos de forma positiva esta segunda etapa do projeto, que consiste em fazer estruturas de proteção de nascentes em propriedades dos agricultores participantes, de modo que já temos relatos sobre uma melhora significativa na qualidade e disponibilidade de água para o uso familiar e agrícola. Esta primeira fase também é importante para medir o engajamento dos agricultores no projeto, que precisa da participação efetiva das famílias envolvidas para que continue dando certo até seu término, ao fim do ano que vem, e até lá ainda temos muitas ações para executar, todas voltadas para a melhoria dos recursos hídricos em prol da saúde humana e do ambiente”, afirma Thiago da Cruz Alves, coordenador do projeto.

Próximos passos

Em 2026, o projeto entra em sua etapa final, ampliando as práticas de saneamento ecológico e manejo sustentável da água no Brejal. Após a conclusão da recuperação das nascentes, o próximo ano será dedicado à implantação de novas tecnologias sociais, incluindo sistemas de captação de água de chuva, estruturas de irrigação ecológica adaptadas às necessidades da produção agroecológica local e soluções de saneamento ecológico domiciliar.

Essas ações serão acompanhadas por um processo contínuo de monitoramento da qualidade da água e de manutenção das estruturas já instaladas, assegurando sua durabilidade e eficiência. Além das obras, o ano será marcado pela continuidade das atividades formativas, com novos módulos de aprendizagem, rodas de conversa e acompanhamento técnico junto às famílias agricultoras. O objetivo é consolidar os conhecimentos construídos ao longo do projeto, fortalecer o protagonismo das comunidades no cuidado com o território e promover melhorias duradouras nas condições de saúde e sustentabilidade ambiental da região.

O projeto “Nos caminhos das águas do Brejal: saneamento ecológico na promoção da saúde” é realizado por meio de edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e envolve diferentes unidades da Fiocruz: o Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde; a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV); e a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP). Conta ainda com parceria do Conselho Local de Saúde, da ABIO, da VPAAPS/Fiocruz, da AGEVAP e do Comitê Piabanha.

 

 

Segundo Festival de Teatro do Oprimido transforma experiências do cotidiano em cenas no Palácio Itaboraí

Evento provocou reflexão sobre trabalho, cuidado, desigualdade social e convivência familiar 

Aline Rickly (Fórum Itaboraí) - Publicado em 16/12/2025

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde/Fiocruz Petrópolis, promoveu na sexta-feira, dia 12 de dezembro, o segundo Festival do Teatro do Oprimido (TO). O evento marcou o encerramento das aulas desenvolvidas ao longo do ano em três territórios da cidade: Vila Rica, Independência e Posse.

 

A primeira cena apresentada foi com o núcleo de Vila Rica, que fez uma adaptação da obra Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, com os personagens Zequinha e José da Silva, interpretados de forma alternada pelos participantes. A peça, que foi escrita na década de 1960, apresenta o conflito de José da Silva em acabar com a sua fome, diante das dificuldades econômicas daquele período.

Na sequência, o grupo de convivência de mulheres do CRAS Independência apresentou a história de uma dona de casa sobrecarregada com os cuidados da mãe idosa e deprimida e das filhas, evidenciando como, nesse processo, ela deixa de cuidar de si para atender às múltiplas demandas do seu entorno.

 

A terceira cena foi apresentada pelo grupo de mulheres do CRAS da Posse, que encenou uma ceia de Natal marcada por afetos, tensões e discussões típicas desse período do ano, como as dificuldades de reunir a família e até o clássico debate entre arroz com passas ou sem passas.

 

Para o professor de Teatro do Oprimido do Fórum Itaboraí/Fiocruz Petrópolis, Pedro Barroso, o festival foi um momento especial. “Foi um encontro muito bonito, potente e reflexivo”, destacou.

 

Ao final das apresentações, o público participou de um momento de diálogo e reflexão sobre as cenas. Foram levantadas questões de identificação com os personagens e discutida a importância de iniciativas como o Teatro do Oprimido, que contribuem para a construção de consciência crítica e para a transformação social, fortalecendo caminhos para uma sociedade mais justa e igualitária.

 

O TO integra as ações sociais do Fórum Itaboraí, em articulação com políticas públicas e por meio de coletivos comunitários e profissionais que atuam nos Postos de Saúde da Família (PSFs) e nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). O trabalho acontece no âmbito de um Acordo de Cooperação entre o Fórum Itaboraí e as Secretarias de Saúde e Assistência Social.

 

Sobre o Teatro do Oprimido

Criado pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal, o Teatro do Oprimido é uma metodologia que busca democratizar o acesso ao teatro e estimular a transformação política e social. A partir da representação de situações de opressão, a técnica convida atores, atrizes e plateia a refletirem e proporem alternativas para a realidade apresentada.

 

 

 

 

Fórum Itaboraí conclui formação de Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias

Curso de Controle Social e Participação Popular teve 60 horas de duração, com aulas teóricas e práticas

Aline Rickly (Fórum Itaboraí/Fiocruz)Publicado em 12/12/2025

A formação em controle social e participação popular na Atenção Primária em Saúde, destinada a Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate às Endemias (ACEs) foi concluída neste mês de dezembro. Com carga horária de 60 horas, a formação contou com aulas teóricas, atividades práticas nos territórios e momentos de reflexão coletiva sobre os desafios e potencialidades do trabalho em saúde. O curso é resultado de um Acordo de Cooperação entre o Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde/ Fiocruz Petrópolis e a Secretaria Municipal de Saúde.

O percurso formativo teve início em setembro com a abordagem da Determinação Social da SaúdeDurante o curso, os participantes trabalharam em grupos organizados por território — Retiro, Glória, Independência, Vale das Videiras, Oswaldo Cruz e Vila São José trazendo relatos que evidenciaram tanto vulnerabilidades quanto potências locais. Também houve um aprofundamento do debate sobre participação popular e construção de narrativas sobre os territórios, considerando as vivências e perspectivas de ACSs e ACEs

Os cursistas tiveram ainda contato com Teatro do Oprimido Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) avançando no planejamento das ações territoriais. O grupo se debruçou também sobre o debate de políticas sociais com a participação de convidados da assistência social do município, reforçando a importância da intersetorialidade e do entendimento integrado das políticas públicas no cotidiano da Atenção Primária.

Como trabalho final da formação foram elaborados cinco planos de ações territoriais a partir da aplicação do DRP. As propostas foram apresentadas no último dia de aula, na sexta-feira, dia 5 de dezembro, e contemplaram ações construídas a partir da escuta, da vivência em campo e da análise das condições sociais de cada território, priorizando o fortalecimento comunitário, a promoção da saúde e a ampliação da participação popular nas decisões relacionadas à Atenção Primária.

Felix Rosenberg, diretor do Fórum Itaboraí/Fiocruz Petrópolis parabenizou os agentes pelos trabalhos apresentados, ressaltando que eles demonstram, de fato, o que é a Determinação Social da Saúde. Destacou também a importância da atuação dos agentes. “Vocês são o elo do poder público com a comunidade. Então, essa participação de vocês é fundamental. E é muito importante que esses trabalhos que vocês propõem para os territórios tenham nosso apoio. E saibam que iremos acompanhar e, dentro das nossas áreas de competências específicas, tentaremos contribuir para que as propostas sejam colocadas em prática”, ressaltou.

Para a apoiadora institucional do Núcleo de Gestão da Educação em Saúde (Nuges) no município, Norma Pontes, o curso foi uma semente plantada dentro de cada agente comunitário e de combate às endemias. "E que a partir dele vocês possam construir esses espaços de escuta, que a gente possa, juntos, ouvir cada vez mais a comunidade e, junto com ela, construir, de fato, essa atenção primária que a gente acredita, que é tão importante para avançar na melhoria da qualidade de vida e saúde das nossas comunidades”, disse, acrescentando que é no território onde as políticas públicas se encontram, onde elas acontecem e têm influência na vida das pessoas.

O secretário de Saúde, Aloisio Barbosa, afirmou que, ao ampliar o conhecimento teórico e prático dos agentes, são oferecidos instrumentos para que desenvolvam novas estratégias de apoio e articulação comunitária. “Também são fortalecidos vínculos, aprimorando práticas e serviços mais sensíveis às necessidades reais de cada território”, concluiu.

 
 
 

 

Inscrições abertas para o processo seletivo 2026 da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/Fiocruz

Seleção será realizada no dia 7 de março; curso é gratuito e exclusivo para estudantes da rede pública 
Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 11/12/2025
 

O processo seletivo para a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/Orquestra de Câmara da Fiocruz está com inscrições abertas para novas turmas em 2026. Podem participar estudantes da rede pública de ensino que estejam cursando prioritariamente entre o 7º ano do ensino fundamental e o 1º ano do ensino médio, com limite de idade de 18 anos no ato do ingresso. A seleção acontecerá no dia 7 de março, no turno da manhã, no Palácio Itaboraí, no Valparaíso.

As vagas disponíveis são para violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo acústico, flauta transversal e clarinete, todas para início imediato. Também haverá cadastro de reserva para todos os instrumentos. Como nas edições anteriores, não será exigido conhecimento prévio de música.

O curso é totalmente gratuito, com duração de três anos, e as aulas acontecem três vezes por semana, sempre no período da tarde. Todo o material e os instrumentos necessários ao aprendizado são fornecidos sem qualquer custo para os alunos. 

As inscrições devem ser realizadas pelo WhatsApp do Fórum Itaboraí (24) 2103-2181, no qual o candidato receberá o link para preenchimento do formulário eletrônico. 

As atividades da Orquestra ocorrem no Palácio Itaboraí, localizado na Rua Visconde de Itaboraí, nº 188, no bairro Valparaíso. Além da formação musical continuada, os alunos participam de masterclasses, intercâmbios com universidades públicas de música e apresentações abertas ao público, integrando um projeto que promove desenvolvimento artístico, educacional e social. 

Criada em 2013, a OCPIT é um projeto sociocultural do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde (Fiocruz/Petrópolis), que oferece formação musical gratuita, democratiza o acesso à música de concerto e prepara jovens interessados para os Testes de Habilidade Específica (THE) de escolas superiores de música. 

A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/ Orquestra de Câmara da Fiocruz é uma realização do Fórum Itaboraí, Fiocruz e do Ministério da Cultura, Governo Federal, com gestão cultural da Sociedade de Promoção Sociocultural da Fiocruz (SOCULTFio), e patrocínio da Fiotec e da Zeiss, sendo esta última por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

SERVIÇO

Vagas: Violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo acústico, flauta transversal e clarinete (início imediato); cadastro de reserva para todos os instrumentos

Quem pode participar: Estudantes da rede pública de ensino de Petrópolis, prioritariamente entre o 7º ano do ensino fundamental e o 1º ano do ensino médio com idade máxima de 18 anos no ingresso

Inscrições: Até 05 de março, pelo WhatsApp do Fórum Itaboraí: (24) 2103-2181. O link para preenchimento do formulário de cadastro será enviado após o contato pelo WhatsApp.

Seleção: Dia 07 de março, pela manhã

Local: Palácio Itaboraí – Rua Visconde de Itaboraí, nº 188, Valparaíso, Petrópolis

 

Conheça mais sobre a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí no YouTube: 

Documentário: https://youtu.be/kjeYKqG2J9s

Outros vídeos: https://www.youtube.com/playlist?list=PL8ANDU7I_qdLJXSt_Q7jKZ-BFdIzRLCuL

 

 

 

Orquestra de Câmara da Fiocruz se apresenta na próxima terça-feira no Museu Imperial

 

Concerto gratuito será no dia 16 de dezembro, às 18h30. As vagas são limitadas e a reserva de vagas será feita por formulário online
Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 10/12/2025
 

A Orquestra de Câmara da Fiocruz fará uma apresentação especial de fim de ano na próxima terça-feira, dia 16 de dezembro, às 18h30, no Cine Teatro do Museu Imperial. A atividade marca o encerramento do ciclo formativo de 2025 e celebra o percurso artístico dos jovens participantes do projeto. A entrada é gratuita, com abertura dos portões a partir das 18h15. As vagas são limitadas e os interessados em assistir a apresentação deverão preencher este formulário.

A programação terá início com o recital de instrumento e piano de seis alunos formandos, seguido pela apresentação da Camerata e da Orquestra. O repertório traz uma seleção que percorre diferentes períodos e estilos musicais, incluindo obras de Georg Friedrich Haendel, Luigi BoccheriniNiccolò Paganini, Piotr Ilich Tchaikovsky, além de compositores brasileiros contemporâneos e clássicos natalinos.

Desde 2013, a Orquestra de Câmara da Fiocruz tem mostrado que a música transforma vidas. O projeto oferece formação musical gratuita a jovens de escolas públicas, democratiza o acesso à música de concerto e incentiva a profissionalização de novos talentos. Sustentado por três pilares — formação de qualidade, acesso democrático à música de concerto e apoio às trajetórias musicais — o programa fortalece vínculos comunitários e abre novos caminhos para estes jovens.

Para 2026, está prevista a abertura de novas vagas para a Orquestra de Câmara da Fiocruz.  

 

SERVIÇO:

Concerto da Orquestra de Câmara da Fiocruz

Dia e horário: 16 de dezembro, às 18h30

Local: Cine Teatro do Museu Imperial- Centro - Petrópolis-RJ

Entrada gratuita

Reserva de vagas pelo formulário.

 

REPERTÓRIOS:

Repertório do recital dos formandos:

Canção folclórica - May Song

Harlan Guthie - Faroe's Song (tema de Malevolent)

Niccolo Paganini (1782-1840)- Witch'es Dance

Ernst Mahle (1929-2025) - Melodias de Cecília: O Cavalo Divertido

Piotr Ilich Tchaikovsky (1840-1893) - "O Lago dos Cisnes" (tema do balé)

Arcângelo Corelli (1653-1713) - "La Folia"

 

Repertório da Camerata:

Georg Friedrich Haendel (1685-1759) - Fuguetta

Giovanni Battista Pergolesi (1710-1736) - Siciliana

Luigi Boccherini (1743-1805) - "Minueto" do Quinteto Opus 11, em E.

 

Repertório da Orquestra:

Johann Sebastian Bach (1685-1750) - Jesus Alegria dos Homens

F. Mendelssohn (1809-1847) - Canção Angelical

Alexandre Schubert (*1970) - Brasiliana n°4:

    -* Maxixe

    -* Toada dos Navegantes

    -* Bossa

Sandra Mohr (*1978) - Três Peças Brasileiras:

    -* Dança Sincopada

    -* Milonga do meu Pago

    -* Mamulengo Arretado

C. Franzen (arr.) - Celebrando o Natal

 
 
 

 

 

Orquestra de Câmara da Fiocruz se apresenta no Palácio de Cristal durante o Natal Imperial

 

Concerto gratuito será no dia 14 de dezembro, às 16h30, no Palácio de Cristal 
Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 09/12/2025
 

A Orquestra de Câmara da Fiocruz (Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí) fará uma apresentação especial neste mês de dezembro, integrando a programação do Natal Imperial em PetrópolisO concerto, aberto ao público, será no domingo, 14, às 16h30, no Palácio de Cristal.

A apresentação destaca o trabalho desenvolvido ao longo do ano pelo projeto, que oferece formação musical gratuita a jovens da rede pública. Durante o concerto, o público vai conferir um repertório que reúne clássicos natalinos, obras do repertório erudito e peças de compositores brasileiros.

Na programação, estão canções de Johann A. Bach, Giovanni Battista Pergolesi,  F. Mendelssohn, além de compositores brasileiros como Sandra Mohr.

A coordenadora executiva da Orquestra de Câmara da Fiocruz, Nina Mayer, destaca que este será um momento especial de celebração, mostrando todo o talento, dedicação e crescimento desses jovens músicos. A entrada é totalmente gratuita, permitindo que toda a comunidade participe, apoie e se emocione com essa apresentação que valoriza a arte, a juventude e a importância da música como instrumento de transformação social”, afirma.

A Orquestra de Câmara da Fiocruz oferece formação artística de excelência e democratiza o acesso à música de concerto para jovens de Petrópolis. Com educação musical continuada e apresentações abertas ao público, o projeto impulsiona talentos, fortalece trajetórias e aproxima a Fiocruz das comunidades por meio da arte. 

A programação completa do Natal Imperial pode ser acessada neste link 

Serviço  

Concerto da Orquestra de Câmara da Fiocruz 

Dia e horário: 14 de dezembro, às 16h30 

Local: Palácio de Cristal- Centro - Petrópolis-RJ 

Entrada gratuita 

 
 
 

 

Fórum Itaboraí leva música e literatura para Flipetrópolis no próximo domingo

Projeto "Orquestrando Histórias" será apresentado às 10h30, no Palácio de Cristal. A entrada é gratuita

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 27/11/2025

 

O Fórum Itaboraí participa neste domingo, 30 de novembro, da segunda edição do Festival Literário Internacional de Petrópolis (Flipetrópolis) com a apresentação do projeto Orquestrando Histórias, que reúne música e literatura em uma proposta participativa. A atividadeaberta ao públicoserá às 10h30, no Palácio de Cristal

O Orquestrando Histórias foi criado em 2025 pela Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí/Orquestra de Câmara da Fiocruz e pela Biblioteca Livre do Fórum Itaboraí. Ela começa com a contação de história livro O Grúfalo, de Julia Donaldson e Axel Scheffler, onde o público é convidado a apreciaefeitos sonoros produzidos pelos músicos da Orquestraque acompanham a narrativa 

A proposta é oferecer uma experiência imersiva, colaborativa e lúdica para o público“Mais do que ouvir histórias, os participantes são convidados a experimentar a leitura como uma experiência viva, que dialoga com sons, emoções e criatividade. Por esta razão, foi escolhido o livro Grúfalo, com sua narrativa divertida e lúdica, que conduz os ouvintes para o universo da floresta e as espertezas do ratinho”, explica a bibliotecária do Fórum Itaboraí, Mayara Alves. 

Em seguida, é realizado o concerto didático da Orquestra de Câmara com o objetivo de ensinar, envolver e despertar o interesse dos ouvintes pela música orquestral. Além das músicas, o regente fala sobre os instrumentos da orquestra — como são tocados, curiosidades e diferenças entre cordas, sopros e percussão, por exemploDepois, o público é convidado a assistir ao concerto que, no Festival, irá apresentar o programa: Canção Angelical, de F. Mendelssohn (1809-1847); Brasiliana n°4: Toada dos Navegantes; Bossa, de Alexandre Schubert (1970) e MamulengArretado, de Sandra Mohr (1978). 

“É um grande prazer compartilhar com o público, especialmente na Feira Literária, o trabalho que estamos desenvolvendo na Fiocruz em Petrópolis. Além de ser importante para que os nossos alunos se apropriem dos espaços culturais da cidade, entendendo que as artes se complementam e que os tornam ainda melhores como artistas e músicos”, diz Nina Mayer, Coordenadora Executiva da Orquestra de Câmara da Fiocruz.

Confira a programação completa e outras informações sobre o Festival: https://flipetropolis.com.br/

 

Sobre o projeto Orquestrando Histórias 

Desde o segundo semestre deste ano, o Orquestrando Histórias é apresentado para crianças e adolescentes de escolas públicas de Petrópolis, promovendo o acesso à leitura e música orquestral 

ação pretende despertar o gosto pelos livros e pela arte, estimular a criatividade, gerar familiaridade com os sons e formas dos instrumentos musicais e fortalecer laços entre comunidade escolar e Fiocruz Petrópolis como um espaço de ciência, cultura e cidadania.  

Durante as ações de contação, as crianças são estimuladas a despertar a imaginação. A atividade também tem o intuito de aproximar o público do universo literário e das bibliotecas como espaço de convivência, aprendizado e descoberta.

 

 

Formatura das turmas de 2019 e 2023 do EdPoPSus reúne profissionais da Saúde e lideranças comunitárias no Palácio Itaboraí

Capacitação foi feita pela Fiocruz e direcionada a profissionais de saúde e lideranças comunitárias do município

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí/Fiocruz)Publicado em 14/11/2025

Profissionais da Atenção Primária em Saúde e lideranças comunitárias, que integraram as turmas de 2019 e 2023 do curso de Educação Popular em Saúde no Sistema Único de Saúde (EdPopSUS) receberam seus certificados nesta quinta-feira, 13 de outubro, em uma formatura realizada no Palácio Itaboraí, sede do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde/Fiocruz Petrópolis. A cerimônia foi adiada nos anos anteriores devido à pandemia e, posteriormente, às obras no Palácio que ocorreram entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. Esta foi a quinta turma do EdPopSUS realizada por meio da parceria entre a Secretaria de Saúde e o Fórum Itaboraí. Ao todo (2017-2023), o curso já formou 153 educadores populares em saúde. 

A formatura nesta quinta contou com uma mesa de abertura, composta pelo diretor do Fórum Itaboraí, Felix Rosenberg, e as representantes da Secretaria de Saúde: Maria Zenith e Norma Pontes. Felix destacou a importância dos profissionais da Atenção Primária em Saúde, que atuam nos territórios ouvindo aquilo que afeta a saúde da população e trabalhando para transformar essa realidade. “Espero que vocês não só apliquem, mas também reproduzam a educação popular em saúde nas comunidades”, disse. 

Durante a cerimônia, os formandos puderam assistir uma apresentação da Camerata da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí (OCPIT) e uma homenagem a Lourdes Petronilho, líder comunitária, reconhecida por sua atuação histórica na Vila São José, que chegou a integrar a turma do EdPoPSUS de 2023. Durante a homenagem, foi lembrado que “afeto também é ato político” e que a resistência através do cuidado segue como referência da trajetória da Dona Lourdes. 

Leda Lopes Serranú, atual presidente da Associação de Moradores da Vila São José, também foi aluna da turma de 2023. Durante a formatura, ela agradeceu a oportunidade e reforçou a importância de preservar a memória de luta de Lourdes Petronilho: “Ela foi uma grande guerreira no começo da nossa comunidade. Agora estamos dando continuidade a essa luta. Nossa comunidade lutou muito para conquistar um lugar. E nosso lugar é onde a gente quiser. Não podemos deixar que a memória se apague. Agradecemos a luta da Lourdes. Ela continua viva na memória de cada um de nós”, disse. 

A formatura seguiu com a entrega dos certificados às alunas e aos alunos. Uma delas foi Lenita de Souza Queiroz Boaventura, farmacêutica da e-Multi Quitandinha. “Eu posso me ver sem fazer muita coisa, mas não posso me ver sem cuidar de alguém. O curso me afetou de forma profunda. A arte permitiu exercer o cuidado com leveza em um cotidiano que nem sempre é assim. Me ajudou a trabalhar minha timidez para levar isso ao território”, contou. 

Coordenadora do curso, Marina Rodrigues explica que a formação tem um conteúdo voltado para o entendimento integral e sistêmico sobre os territórios. “Ele estimula a construção da consciência crítica, o fortalecimento da cultura política e o pertencimento como ferramenta de transformação social. Vejo que a educação popular é um resgate para os profissionais da saúde de se perceberem como agentes fundamentais para mudanças nesses territórios e de se aprofundarem em uma busca pela essência das necessidades humanas”, destaca.  

Para Maria Zenith, representante da Atenção Básica, o EdPoPSUS contribui muito para a interação entre os profissionais da saúde e a população. “Para que esses profissionais ouçam e entendam as necessidades da comunidade e transformem isso em comunicação com a equipe para mudar essa realidade. A formação amplia o conhecimento levando os profissionais a estarem mais próximos da resolução das demandas e necessidades”, comentou. 

Apoiadora institucional do Núcleo de Gestão da Educação em Saúde (Nuges), Norma Pontes acrescentou que a formação acontece em Petrópolis desde 2014. A partir de 2017, a Secretaria de Saúde passou a contar com o apoio do Fórum Itaboraí/Fiocruz Petrópolis por meio do Acordo de Cooperação. “Essa parceria potencializou nosso trabalho com suporte logístico e técnico. Compreendemos que educação popular é ensinar e aprender juntos”, comentou. 

Etiene Vilasboas, ACS do Carangola, educadora popular desde 2019, falou sobre a mudança em sua prática de trabalho a partir do aprendizado em Educação popular. “Realmente mudou muito a minha visão. A gente começa a olhar o outro com horizontalidade. Foi muito importante e fico feliz em ver mais pessoas passando por essa experiência”.

 

 

Exposição ‘Biodiversidade, Saúde e Arte’ está aberta ao público no Palácio Itaboraí

Mostra interativa apresenta espécies da fauna brasileira e convida o público a explorar o papel dos insetos e outros animais na preservação da vida e do meio ambiente

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 14/11/2025

 

O Palácio Itaboraí, sede do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde/Fiocruz Petrópolis, está com a exposição “Biodiversidade, Saúde e Arte” aberta ao público. A mostra interativa apresenta a riqueza de espécies do Brasil e o papel essencial dos insetos e outros animais para o equilíbrio da natureza. A mostra, realizada em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), segue aberta até 18 de dezembro.

A exposição apresenta caixas com insetos de diferentes espécies encontradas na região serrana e em outras partes do país, destacando suas funções ecológicas e a importância da conservação da biodiversidade. De forma lúdica e educativa, o espaço também oferece interação direta com animais vivos, como Bichos-Pau e Baratas de Madagascar, proporcionando ao público uma experiência única de aproximação com o mundo natural.

Curadora da exposição, a pesquisadora do IOC, Jane Costa, conta que objetivo é apresentar a biodiversidade através desses insetos para o público em geral, mas principalmente para estudantes de todas as idades. “A biodiversidade é importante para a nossa saúde, para o equilíbrio planetário e é uma inspiração para a arte. Nessa exposição, tentamos dar uma abordagem integrada desses três aspectos”, explica.

A pesquisadora também ressalta o contexto de vida atual em que as crianças estão cada vez mais afastadas da natureza. “A exposição promove esse contato mais próximo por meio de atividades interativas, com as crianças podendo ver e sentir os insetos vivos. Isso é indispensável para que elas conheçam, se sintam também integradas com a natureza e percebam a importância da diversidade dos seres para a saúde em geral. Muitas pessoas só veem os insetos como nocivos, mas eles são grandes prestadores de serviços para a natureza e para o equilíbrio do planeta”, acrescenta.

A visitação é aberta ao público, porém grupos acima de seis pessoas devem fazer o agendamento pela plataforma de serviços do Governo Federal. Neste link, está o passo a passo: https://forumitaborai.fiocruz.br/solicitacaogovbr.

Em caso de dúvidas ou dificuldade para acessar a plataforma, é possível entrar em contato pelo e-mail forumitaborai@fiocruz.br ou WhatsApp: (24) 2103-2181. O Palácio Itaboraí fica na Rua Visconde de Itaboraí, nº 188, no Valparaíso. O horário de visitação é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30.

 

Serviço

Exposição: Biodiversidade, Saúde e Arte

Período: Até 18 de dezembro de 2025

Local: Palácio Itaboraí – sede do Fórum Itaboraí/Fiocruz Petrópolis

Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 188 – Valparaíso, Petrópolis (RJ)

Visitação: Segunda a sexta, das 8h30 às 16h30

Entrada: Gratuita

Agendamento para grupos (a partir de 6 pessoas): Plataforma de serviços do Governo Federal. Neste link, está o passo a passo: https://forumitaborai.fiocruz.br/solicitacaogovbr.

 
 

 

 
 
 

Fórum Itaboraí realiza atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Palácio Itaboraí e em instituições parceiras

A programação contou com oficinas, jogos educativos, contação de histórias, plantio e ações de educação ambiental em Petrópolis, Três Rios, Levy Gasparian e na Fiocruz em Manguinhos

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí) - Publicado em 31/10/2025

Durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2025, cujo tema foi “Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”, o Fórum Itaboraí promoveu uma série de atividades internas e externas voltadas à educação ambiental, valorização da biodiversidade e divulgação científica. O evento teve a participação de 206 pessoas.
No Palácio Itaboraí, as ações começaram com a pintura de dois bueiros com os dizeres: “O mar começa aqui. Bueiro não é lixeira”.  A iniciativa teve a parceria da  subseção da OAB Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância de não descartar lixo em bueiros, rios e córregos, evitando a poluição e que os resíduos cheguem ao oceano e provoquem danos aos ecossistemas marinhos. 
As demais atividades entre os dias 20 e 24 de outubro contaram com a presença de alunos de escolas públicas. Na terça-feira, dia 21, alunos de 6 a 7 anos da Escola Gunnar Vingren participaram de uma programação com apresentação da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí (OCPIT), contação de histórias do livro Grúfalo, jogo didático sobre alimentação consciente e sustentável e oficina de plantio de hortaliças. 
Na quarta-feira, dia 22, crianças de 4 a 6 anos do Lions Clube participaram das atividades com o livro “A rã de três olhos”, seguido do jogo sobre alimentação consciente e sustentável e de um passeio pela Trilha do Arboreto, exposição viva de Biodiversidade. À tarde, alunos da Escola Terra Santa repetiram a vivência. Na sexta-feira, dia 24, foi realizada uma ação de Teatro do Oprimido com adolescentes de 13 a 14 anos da Escola Liceu Carlos Chagas.

Também foram realizadas atividades externas. Entre os dias 20 e 22, a Equipe de Biodiversidade esteve na Fiocruz Manguinhos, com uma atividade voltada à disseminação do conhecimento sobre plantas medicinais, PANCs, aromáticas e condimentares, além da doação de sementes e mudas. A equipe também promoveu orientações sobre o reflorestamento com espécies nativas frutíferas, destacando a importância da conservação dos solos e do fluxo hídrico — em sintonia com o tema da SNCT.
Na quinta, dia 23, a equipe do Fórum Itaboraí participou da programação da FAETERJ, com oficinas de contação de histórias, jogo interativo sobre alimentação saudável e compostagem.
Encerrando a programação, no dia 24 de outubro, a equipe de Biodiversidade realizou a campanha “O mar começa aqui”, em parceria com a OAB Petrópolis. Foram pintados cinco bueiros na porta da Faetec na cidade de Três Rios. Na parte da tarde, em Levy Gasparian, a equipe levou a mesma ação à praça central da cidade, com pintura de quatro bueiros e atividade educativa sobre plantas medicinais.
 

Fórum Itaboraí e Prefeitura de Vitória firmam acordo para apoio à territorialização da saúde

Parceria técnica entre as instituições prevê uso de metodologias participativas para diagnóstico e planejamento de ações em projeto-piloto na região de saúde de Santo Antônio, na capital capixaba.

Aline Rickly (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 24/10/2025

O Fórum Itaboraí/Fiocruz Petrópolis e o Município de Vitória (ES) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica com o objetivo de apoiar o processo de territorialização da Atenção Básica da Saúde na capital capixaba. A parceria prevê ações de formação e assessoria técnica, com foco inicial na região de saúde de Santo Antônio, que está passando por um processo de mudança de localização de unidades da Estratégia de Saúde da Família (ESF), impactando cerca de 24 mil moradores. O objetivo é expandir a territorialização para todo o município, que possui seis regiões de saúde.

Para o projeto piloto, serão aplicadas as metodologias do Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) e da Cartografia Participativa (CP), seguindo um modelo que já foi realizado em Petrópolis, com apoio do Fórum Itaboraí, nas Comunidades Oswaldo Cruz e Vila São José. 

Ao longo desta semana, técnicas da Secretaria Municipal de Saúde de Vitória (SEMUS) participaram de um intercâmbio em Petrópolis para conhecer o trabalho desenvolvido pelo Fórum Itaboraí junto às comunidades, assim como o funcionamento da Atenção Básica.

Solange Neves, coordenadora da Atenção Básica em Vitória, e Marina dos Santos, enfermeira que atua como referência técnica, estiveram em uma roda de conversa no Palácio Itaboraí, com a presença do diretor do Fórum Itaboraí, Felix Rosenberg, e da chefe do Núcleo de Gestão da Educação em Saúde (Nuges), Norma Pontes, além de Agentes Comunitários de Saúde de três comunidades de Petrópolis: Oswaldo Cruz, Vila São José e Independência. As profissionais também visitaram a Unidade Básica de Saúde Terezinha Jesus de Souza, na comunidade Oswaldo Cruz, e fizeram uma travessia, ferramenta do DRP, pela Vila São José.

Felix Rosenberg afirma que esta parceria com a Secretaria de Saúde do município de Vitória tem um significado muito especial para o Fórum Itaboraí / Fiocruz Petrópolis. “Ela permite aperfeiçoar, expandir e disseminar o uso de metodologias qualitativas de escuta e participação comunitária para implementar com maior eficácia e efetividade as estratégias, metas e ações da atenção primária à saúde, incluindo, neste caso, uma revisão da territorialização dos serviços de acordo com a realidade de cada comunidade. Sem dúvidas, um ganho enorme para ambos os parceiros”, diz.

Magda Lamborghini, secretária de Saúde de Vitória destaca o papel importante da Fiocruz na celebração de convênios com enfoque na territorialização, especialmente no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. “A territorialização é um processo social e político essencial para a implementação dos princípios constitucionais do SUS, permitindo a organização de redes de atenção regionalizadas e centradas na Atenção Básica à Saúde”.

Para a coordenadora da Atenção Básica em Vitória, a visita a Petrópolis permitiu perceber o protagonismo dos profissionais e como foi feito o trabalho de territorialização na prática. “Também foi importante nessa experiência perceber a influência dos determinantes sociais no acesso à saúde e que essas discussões fazem parte do processo”, afirma Solange.

A enfermeira, Marina, acrescenta que foi fundamental perceber a importância do resgate do pertencimento e da participação social nas comunidades visitadas em Petrópolis. “Percebemos durante a troca com as equipes de saúde de Oswaldo Cruz, Vila São José e Independência, que é fundamental resgatar a memória do lugar, dos sentimentos das pessoas sobre seu território e de suas necessidades, para que seja um processo que faça sentido e compreenda a saúde de forma ampla, conseguindo identificar conjuntamente os determinantes e condicionantes sociais, ao mesmo tempo que consiga propor intervenções locais que atuem direcionados sobre eles”, destaca.

Ela  acrescenta que volta para Vitória com a certeza de que a coparticipação entre gestão, equipes de saúde e comunidades, incluindo o uso de metodologias ativas e participativas no processo de territorialização, serão primordiais para um processo que tenha sentido, que seja sustentável e que perdure para garantia de direitos em saúde dos moradores.

Histórico e próximos passos

No ano passado, em uma primeira etapa do acordo de cooperação, profissionais do Fórum Itaboraí estiveram em Vitória para uma formação da equipe da SEMUS em temas como: Determinação Social da Saúde, Desigualdades e Iniquidades em Saúde, Atenção Primária e intersetorialidade, além de conteúdos específicos sobre DRP e Cartografia Participativa. Também foram realizadas visitas de reconhecimento aos territórios, rodas de conversa com profissionais locais e travessias em áreas indicadas pela gestão capixaba. Os profissionais participaram ainda de uma oficina de geotecnologias, voltada à coleta de informações em campo por meio de aplicativos digitais.

A partir do intercâmbio em Petrópolis e da formação em Vitória, a coordenação de Atenção Básica da SEMUS dará continuidade ao processo nas próximas semanas com reuniões com os conselhos locais de Saúde, equipes da Atenção Básica e com os moradores da comunidade da região de saúde de Santo Antônio. A partir dos trabalhos de territorialização nessa região, a metodologia será aplicada nas demais regiões saúde do município de Vitória.

 

 

Fórum Itaboraí e Comissão da OAB articulam ações conjuntas para promover cidadania e saúde nos territórios

Objetivo é promover a formação de lideranças comunitárias para o uso de instrumentos jurídicos e sociais para a conquista de melhorias para os territórios

Aline Rickly (Fórum Itaboraí) - Publicado em 16/10/2025

O Palácio Itaboraí, sede do Fórum Itaboraí, programa da presidência da Fiocruz em Petrópolis, recebeu representantes da Comissão de Direito Médico e Saúde da OAB subseção Petrópolis, na manhã desta quinta-feira, 16 de outubro. Durante o encontro foi estabelecida uma parceria entre as instituições para promover o fortalecimento da mobilização comunitária em territórios da cidade a partir da Educação em Direitos.
 
A ideia é contribuir na formação de lideranças comunitárias sobre o uso de instrumentos jurídicos e sociais para organização coletiva na  conquista de melhorias, legalmente garantidas, em seus territórios.
 
Também foram levantados temas que afetam o município de uma maneira geral, como riscos ambientais, segurança alimentar, mobilidade urbana e habitação, destacando as interconexões com a saúde e o bem-estar da população.

 

Fórum Itaboraí, em parceria com OAB, integra campanha de conscientização ambiental com pintura de bueiros

Iniciativa faz parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia que ocorre neste mês. Objetivo é mostrar que o lixo jogado na rua segue até os oceanos impactando os ecossistemas marinhos.

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 16/10/2025

Dois bueiros no Palácio Itaboraí, sede do Fórum Itaboraí/Fiocruz Petrópolis, receberam pintura artística nesta semana com os dizeres: “O mar começa aqui. Bueiro não é lixeira”. A ação marca o início das atividades da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que será realizada neste mês, com o tema “Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”.
 
A iniciativa é uma parceria entre o Fórum Itaboraí/Fiocruz Petrópolis e a OAB – Petrópolis e São José do Vale do Rio Preto. A ação integra a campanha “O mar começa aqui”, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de não descartar lixo em bueiros, rios e córregos, evitando a poluição e que os resíduos cheguem ao oceano e provoquem danos aos ecossistemas marinhos.
 
A  campanha teve início em Portugal em 2019 e se espalhou por outros países. No Brasil, já aconteceu em Santa Catarina e Macaé e chega a Petrópolis dentro do intervalo em que foi proclamada a Década dos Oceanos (2021–2030) pela Organização das Nações Unidas (ONU), buscando reforçar o papel coletivo da sociedade na proteção dos mares e na promoção do desenvolvimento sustentável.
 
Para o biólogo Sérgio Monteiro, da Fiocruz, a ação contribui diretamente para a conscientização ambiental, ajudando a evitar que resíduos cheguem aos oceanos e também reduzindo os riscos de entupimentos e inundações em Petrópolis, especialmente durante o período de chuvas intensas. “Mesmo em cidades de montanha, o lixo descartado de forma incorreta acaba impactando o sistema de drenagem e chega até os oceanos”, afirmou.
 
Na OAB Petrópolis, a campanha é coordenada por meio da Comissão de Meio Ambiente, presidida pelo advogado e ativista ambiental Rogério Guimarães. Ele explica que este é um projeto de baixo custo e com grande potencial de multiplicação. “A ideia é que se espalhe por diferentes pontos da cidade, inclusive em comunidades e escolas, ajudando a reduzir o descarte de lixo nas ruas”, destacou.
 
Em Petrópolis, outra instituição que aderiu a campanha foi a Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Faeterj) que fará as intervenções nos bueiros durante a SNCT, que começa na próxima segunda-feira, 20 de outubro. Nos próximos dias, a OAB também vai levar a iniciativa para o município vizinho de São José do Vale do Rio Preto.
 

 

Fiocruz Publica Edital Para Estágio Não-Obrigatório para o segundo semestre de 2025

Fórum Itaboraí oferece 2 vagas no total. Oportunidades são para áreas de Ciências Biológicas e Pedagogia.

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 11/10/2025

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está com inscrições abertas para estágio não-obrigatório em diversas áreas de atuação. No total, são 162 oportunidades para unidades do Rio de Janeiro e regionais. Em Petrópolis, o Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde está com duas vagas, sendo uma para área de Ciências Biológicas e uma para pedagogia.
 
As inscrições para as vagas podem ser feitas até o dia 22 de outubro. Os estudantes interessados devem acessar esse edital para mais informações sobre requisitos, processo de seleção e inscrições. O detalhamento das vagas pode ser acessado aqui.
 
Os estudantes que se candidatarem à vaga de Ciências Biológicas terão a oportunidade de atuar na Trilha do Arboreto, exposição viva de biodiversidade vegetal, aberta ao público, que conta com 488 espécies de plantas catalogadas. A trilha é aberta ao público. 
 
 
Para a oportunidade em Pedagogia, a vaga é para atuação na Biblioteca Livre do Fórum Itaboraí, que possui um acervo dedicado à promoção do acesso democrático à cultura e à informação técnico-científica, com o objetivo principal de inclusão social e apoio à educação e ao desenvolvimento sociocultural.
 

 

Encontro com Associações de Moradores no Palácio Itaboraí marca início de novo processo de cooperação entre instituições em Petrópolis

Fórum Itaboraí, FAMPE, CDDH e Casa da Cidadania se unem para fortalecer o trabalho das Associações de Moradores da cidade

Aline Rickly (Fórum Itaboraí) - Publicado em 30/09/2025

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde/FIOCRUZ Petrópolis e a Federação das Associações de Moradores de Petrópolis (FAMPE) promoveram no último sábado (27), no Palácio Itaboraí, um encontro com representantes de associações de diferentes comunidades do município, com o objetivo de fortalecer o diálogo sobre cidadania, participação popular e a atuação coletiva nos territórios. A iniciativa contou com apoio da Casa da Cidadania e do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) representando o início de um novo processo de cooperação para fortalecimento das associações de moradores em Petrópolis.

Ao todo, marcaram presença representantes das comunidades do Atílio Marotti, Alto da Serra, Quitandinha, Serrinha, Estrada da Saudade, Vila Rica, Quilombo da Tapera, Posse, Floresta, São Sebastião, Fazenda Inglesa, Duarte da Silveira, Quarteirão Suíço, Vila Rica, Castelânea, Alto Independência, Caxambu, Santa Isabel e Chapa 4.

A programação reuniu momentos culturais, como a apresentação do Trio de Cordas do Palácio Itaboraí, e atividades participativas, incluindo mesas de debate, dinâmica do Teatro do Oprimido e grupos de trabalho que debateram sobre desafios e perspectivas para a atuação das associações.

Na abertura, o diretor do Fórum Itaboraí, Felix Rosenberg, destacou a importância da mobilização popular para transformar a realidade social. “As Associações de Moradores são órgãos coletivos por excelência que podem juntar a comunidade e trabalhar para transformá-la para que seja mais justa e igualitária. Nós queremos estar juntos com vocês para construir um modelo capaz de transformar nossas realidades”, afirmou.

O presidente da FAMPE, Paulo Souza, ressaltou a trajetória da entidade e a necessidade de uma nova fase de atuação conjunta. “Tivemos diversos encontros até chegarmos a este momento, e com esses parceiros vamos poder avançar muito mais”, disse. Durante o encontro, ele lembrou o aumento da demanda por regularização das associações, com oito processos eleitorais previstos até o fim de 2025. “Temos agora um novo desafio, que é acompanhar não apenas a par⁷te eleitoral, mas também a construção de ações coletivas no interior das comunidades depois das eleições. A FAMPE quer fazer diferente, não deixando o líder sozinho, mas apoiando com advogado, contador, cartório e parceiros”, afirmou.

O presidente da FAMPE também reforçou a importância de recuperar a confiança da população nas associações. “É fundamental mostrar que as associações estão atuando com transparência, com seriedade e para o coletivo. A FAMPE está aqui para que aconteça o processo democrático, para que presidentes e diretorias trabalhem pelo bem comum. E o poder público vai respeitar quando encontrar associações realmente fortes”, destacou Paulo.

Já o tesoureiro da FAMPE, Eduardo Costa, acrescentou que para o pleno exercício da cidadania, é preciso contar com a população participativa e organizada com o objetivo de alcançar o desenvolvimento do local onde vive. “Para que a sociedade possa avançar, temos que buscar realizar a vontade coletiva em prol de resultados para toda a comunidade. Promover qualidade de vida a todos os cidadãos é nosso objetivo maior", disse.

Carla Carvalho, coordenadora do CDDH, ressaltou que o encontro foi de extrema importância, com organizações de mãos dadas para melhorar as condições das associações de moradores no sentido democrático, documental, comunicacional e a incidência em políticas públicas e ações locais. “A compreensão de que as associações de moradores são as potências locais que incidem na cidade é o que sai de potente do encontro”, afirmou.

Carlos Jorge, da Casa da Cidadania, chamou atenção para a importância de consolidar as bases populares das associações. “Para que seja representativa para a sociedade, essa base precisa se solidificar e trazer o que os moradores realmente querem”, comentou.

Para Zélia Maria de Souza de Jesus, vice-presidente da Associação de Moradores do Temistocles, na Estrada da Saudade, o encontro gerou muito aprendizado. “A gente ainda vê pessoas que se preocupam e querem melhorar suas comunidades. Por isso, vale a pena a gente lutar em busca de um objetivo. Espero que tenhamos mais momentos juntos, com as associações e as lideranças comunitárias”.

O encontro foi encerrado com a definição de encaminhamentos para ações conjuntas que fortaleçam a atuação da FAMPE e das Associações de Moradores dentro das comunidades. Entre as medidas estão a realização de oficinas sobre regularização, de planos de ação e gestão, o desenvolvimento em conjunto de um sistema de informação e comunicação e o apoio contínuo às diretorias recém-eleitas, de modo a garantir representatividade, transparência e fortalecimento institucional.

 

 

 

 

 

 

Fórum Itaboraí inicia formação em controle social e participação popular para agentes comunitários de saúde e agentes de endemias

Curso é resultado de um acordo de cooperação entre a Fiocruz e a Secretaria Municipal de Saúde

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí/Fiocruz)Publicado em 15/09/2025

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde/ Fiocruz Petrópolis iniciou nesta sexta-feira (12) a formação em controle social e participação popular em Atenção Primária em Saúde para Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate a Endemias (ACEs), que atuam em cinco territórios do município. Com carga horária de 60 horas, o curso é resultado de um acordo de cooperação entre a Fiocruz Petrópolis e a Secretaria Municipal de Saúde.
 
A proposta da formação é contribuir para a qualificação das práticas em saúde nos territórios, com foco no fortalecimento da participação social mediante a escuta ativa da comunidade e. O curso oferece aos participantes subsídios teóricos e práticos para o desenvolvimento de estratégias de apoio e articulação com a comunidade.
 
A aula inaugural contou com uma mesa de abertura formada por Felix Rosenberg, diretor do Fórum Itaboraí; Fabíola Heck, superintendente da Atenção Primária da Secretaria de Saúde e Norma Pontes, chefe do Núcleo de Gestão da Educação em Saúde (Nuges) no município.
 
Para Felix, a participação do Agente Comunitário de Saúde é um elemento essencial nas políticas públicas do país e no apoio às comunidades. “Estamos convictos de que o trabalho, a capacitação, a discussão, a ação conjunta com os agentes comunitários de saúde são essenciais, pois são quem representam o poder público no local, são agentes de transformação dentro das comunidades”, disse.
 
Na ocasião, Fabíola Heck destacou que a intenção neste curso é fortalecer a atenção primária, alinhando-se com o modelo da Estratégia Saúde da Família. Norma Pontes acrescenta que a formação é uma maneira de traduzir em ações o pensamento da Secretaria sobre a Atenção Primária no município. “É a realidade do território no processo de trabalho das equipes, que se aproxima, aprofunda relações culturais e políticas com essa população e procura construir saberes, trocar experiências para avançar em um modelo de cuidado efetivo, potente nos territórios”, afirma.
 
Para o secretário de Saúde, Luís Cruzick, a formação representa um passo importante para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde em Petrópolis e é uma forma de reconhecer e valorizar o papel estratégico desses profissionais na promoção da saúde e na escuta ativa das demandas da população.
 
Intersetorialidade e participação social
 
Felix iniciou a formação com uma aula sobre “Intersetorialidade e participação social para o enfrentamento das inequidades em saúde no nível local”, explicando a inserção da saúde, no sentido ampliado, nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS e abordando os temas de Território, Classe Social e Saúde e Atenção Primária de Saúde. Ele concluiu com uma breve apresentação do papel e ações do Fórum Itaboraí no combate às inequidades em saúde e as ideias para as ações futuras.
 
 

 

Alunos da OCPIT participam de evento com músicos de fundação austríaca

Encontro foi marcado por masterclasses de diferentes instrumentos e um concerto com a Camerata de Viena, em um dia de intercâmbio cultural
Aline Rickly (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 05/09/2025
 

Os alunos da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí (OCPIT) participaram de um evento na quarta-feira, dia 27 de agosto, com músicos da Fundação Austríaca Viajart, que atua na promoção de intercâmbios culturais e artísticos, com destaque para a música clássica. O encontro reuniu também os estudantes do projeto Ação Social Pela Música.
 
Durante a manhã, aconteceram masterclasses de violino, viola de arco, violoncelo e flauta transversal, conduzidas pelos músicos convidados da fundação. No período da tarde, os alunos puderam assistir a Camerata Viajart, com um repertório de música clássica em mais um momento de intercâmbio cultural.
 
Os jovens também tiveram a oportunidade de participar de uma roda de conversa sobre possibilidades de estudo no exterior, ampliando horizontes e perspectivas para a formação acadêmica e artística. Neste momento, os alunos tiraram dúvidas sobre os desafios da profissão e compartilharam um pouco dos seus desejos e sonhos.
 
Nina Mayer, diretora executiva da OCPIT, conta que esta foi a segunda vez que os alunos tiveram a oportunidade de ter aulas com os professores da Viajart. “Essa iniciativa possibilita a troca entre os músicos da cidade e de outros projetos. 
 
Agradecemos mais uma vez a parceria da Jacqueline Moreira, da Ação Social pela Música, que nos procurou para que pudéssemos viabilizar esse dia tão marcante para nossos jovens músicos”, diz. 
Fundadora da Viajart, Ana Daldon conta que essa troca é um momento em que os músicos oferecem o conhecimento que têm e recebem na mesma intensidade por meio desses espaços com os estudantes. 
 
“Percebemos que não basta inspirar, mas que gestos concretos determinam a jornada para esses profissionais. A gente percebe os grandes talentos que existem e fica na expectativa para ver quem a gente encontra daqui a uns meses ou anos lá fora”, afirma.
 
Guilherme Moraes, de São Paulo, é um dos músicos da Viajart que participou do encontro. “Foi uma oportunidade de trocar e oferecer o que a gente aprendeu para os alunos. Percebo que é uma galera que está pensando muito, preocupada com o futuro profissional”, conta ele que começou a estudar violoncelo aos 8 anos na escola, passou pelas aulas de música na Igreja e estudou na Escola de Música do Estado de São Paulo, embarcando aos 18 anos para o curso na Europa, onde segue há dez anos.
 
 

 

Fórum Itaboraí lança guia com ferramentas para abordagem local das desigualdades sociais como determinantes das inequidades em saúde

 

Fórum Itaboraí conclui formação para apoiadores da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde

21 profissionais participaram do curso que teve carga horária de 30 horas com atividades teóricas presenciais  e de campo

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí/Fiocruz)Publicado em 15/07/2025

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, Fiocruz Petrópolis, concluiu em junho deste ano a formação em participação comunitária e controle social à Atenção Básica em Saúde. Ao todo, 21 apoiadoras/es da Secretaria Municipal de Saúde de Petrópolis participaram do curso, que teve carga horária de 30 horas, distribuída em encontros presenciais e atividades de campo.
 
Os encontros abordaram temas como Determinação Social da Saúde, Origem do SUS, conceitos de Território, Classe Social e Saúde, Atenção Primária à Saúde, Tecnologia Social: Diagnóstico Rápido Participativo e Cartografia Participativa, Controle Social a partir da ferramenta do Teatro do Oprimido e Práxis e  leitura coletiva territorial a partir da relação entre classe social, território e saúde, utilizando a metodologia do DRP. 
 
Durante a formação, a turma foi dividida em grupos por regiões de saúde - distribuição das sete áreas geográficas da Atenção Primária à Saúde -  para  as atividades de campo. Na ocasião, cada grupo ficou responsável por realizar uma travessia nos territórios selecionados onde se apropriaram da ferramenta do DRP, acompanhados por técnicos da Fiocruz Petrópolis e por Agentes Comunitários de Saúde. A atividade ocorreu em Pedro do Rio, Alto Independência, Chácara Flora, Vila Felipe, Laginha, Itamarati e São João Batista.
 
A sistematização do conteúdo, com desafios e potencialidades de cada uma dessas regiões, foi apresentada no dia 27 de junho, data que marcou o encerramento da formação. Como trabalho final do curso ficou acordada a realização de um Plano de Ação para estes territórios. 
 
O objetivo da formação foi constituir um ambiente pedagógico para reflexão crítica sobre o fortalecimento do controle social e da participação comunitária como  princípio fundamental  do SUS, e a centralidade dos apoiadores da Atenção Primária à Saúde e dos Agentes Comunitários de Saúde neste processo. O curso ofereceu aos participantes subsídios teóricos e práticos para o desenvolvimento de estratégias de apoio e articulação com a comunidade, além de promover o diálogo com usuários e profissionais da rede. A proposta é contribuir para a qualificação das práticas em saúde nos territórios, com foco na escuta ativa da comunidade e no fortalecimento da participação social.
 
 

Projeto de planejamento urbano integrado para redução de riscos de desastres é lançado na Fiocruz

Evento reuniu 100 pessoas, entre representantes dos 12 municípios selecionados para o projeto, colaboradores da Fiocruz e do Governo Federal, representantes da comunidade científica e de movimentos sociais

Aline Rickly (Fórum Itaboraí/Fiocruz)Publicado em 01/07/2025

O Projeto de Desenvolvimento Urbano Integrado para Redução de Riscos de Desastres Geo-Hidrológicos (Projeto DUI - RRD Cidades), uma parceria entre a Fiocruz e o Ministério das Cidades, foi lançado oficialmente na quarta-feira (25/6). O projeto tem como objetivo fortalecer as estratégias nacionais de planejamento para resiliência urbana e garantir maior segurança e qualidade de vida para seus cidadãos. Ele prevê a elaboração de um manual com metodologias para intervenções urbanas integradas e inovadoras que será aplicado, inicialmente, em seis territórios pilotos, que serão selecionados em 2026.

A mesa de abertura contou com a presença do vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), Valcler Rangel; da diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio; e do secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Carlos Roberto Queiroz Tome Junior. “Planejar é fundamental e esse é um dos objetos que tratamos aqui, nestes dois dias [de oficina] e no processo de parceria [do projeto]. Fazer planejamento, olhar para os riscos, olhar para como enfrentamos esses riscos, resultar numa situação melhor do que essa, por exemplo, que o Rio Grande do Sul passa hoje. Temos certeza de que mais acidentes hidrológicos vão acontecer. A questão da crise climática está colocada e ela precisa ser enfrentada com adaptação e com prevenção, com medidas de mitigação”, disse Valcler Rangel.

O vice-presidente acrescentou que não há enfrentamento da crise climática de maneira isolada ou fragmentada, mas sim a necessidade de um esforço integrado. “É muito importante olharmos para a desigualdade existente, inclusive nos desastres. Há pessoas que são mais atingidas do que outras. Há racismo ambiental. É preciso que haja indicadores que demonstrem cada vez de maneira mais evidente que há pessoas sendo atingidas de forma desigual também. A desigualdade não aparece só na fome, ela aparece também na hora que tem uma chuva, na hora que tem um desastre”, ressaltou.

O Secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Carlos Roberto Queiroz Tomé, afirmou que o projeto é de suma importância para o Ministério das Cidades e, acima de tudo, para todos os municípios, uma vez que os resultados do DUI-RRD Cidades têm a intenção de escalar pelo Brasil afora para todos os demais municípios. “É importante a construção por meio de diálogos, entendermos quais são as necessidades dos municípios, quais são suas fragilidades e vulnerabilidades, e transformá-las em políticas públicas de excelência e, conseguir assim, contribuir para o Brasil que a cada dia precisa que tenhamos iniciativas positivas e propositivas”, disse.

Celebração dos termos de compromisso

Durante o seminário, realizado na Fiocruz Brasília, foi feita a assinatura dos termos de compromisso dos municípios selecionados: Belo Horizonte, Nova Lima e Contagem, em Minas Gerais; Mangaratiba, Petrópolis, Nova Friburgo e Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro; Candeia e Simões Filho, na Bahia; Olinda, em Pernambuco; Teresina, no Piauí; e São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul. Em seguida foi feita a apresentação do projeto, seu escopo, metas, metodologias e cronograma de execução. A primeira parte da apresentação esteve a cargo da diretora de Estruturação de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Ministério das Cidades e integrante do núcleo gestor do projeto, Cristiana Scorza; do coordenador do projeto e do Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis (PITSS) da VPAAPS, Luís Madeira; e do coordenador do Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS) e componente do núcleo de gestão do projeto, Leonardo Freitas.

“O objetivo do DUI-RRD Cidades é desenvolver uma metodologia de trabalho a ser aplicada pelos municípios considerando a integração entre Desenvolvimento Urbano Integrado e Redução de Riscos de Desastres. A presença da Fiocruz se justifica por uma concepção de saúde ampliada e a compreensão clara que esses dois temas têm sobre a saúde das populações”, explicou Luís Madeira, acrescentando que a oficina em Brasília representa o passo inicial da articulação entre a Fiocruz, o Ministério das Cidades e os 12 municípios selecionados.  

Cristiana Scorza destacou que o projeto tem esse olhar do desenvolvimento urbano integrado para redução de riscos e desastres, que é um tema fundamental do Ministério das Cidades. “O debate vai ser muito rico. O olhar de vocês [municípios] vai ser importante para gente conduzir nosso trabalho”, afirmou. Cristiana destacou ainda o conceito de desenvolvimento urbano integrado (DUI), entendido pelo núcleo gestor do projeto como o processo coordenado de articulação de políticas públicas, planos, programas e projetos setoriais nas cidades, de integração multinível e de melhoria do desenho urbano em um determinado território, de modo a viabilizar a urbanização inclusiva, resiliente, próspera e sustentável. “Essa integração pode proporcionar melhores resultados urbanísticos, racionalização de recursos envolvidos, maximização de efeitos urbanísticos, sociais e ambientais e integração entre as agendas que atuam sobre o território urbano”, disse.

A apresentação da proposta de metodologia e de revisão foi feita em seguida por Marcel Claudio Santana, membro do comitê gestor do Ministério das Cidades, e Cecília Benites e Camila Maia, integrantes da equipe técnica da Fiocruz no projeto.

Apresentações dos municípios

O evento continuou na parte da tarde, com as apresentações dos municípios sobre os projetos para redução de riscos de desastres nos territórios. Foram destacados os contextos, limites e possibilidades, além da necessidade da participação popular para fortalecer as políticas públicas de prevenção de desastres, da integração entre saberes científicos e populares. Entre os desafios, os municípios ressaltaram questões como limites orçamentários para as intervenções.

A oficina continuou na quinta-feira (26/6), com a divisão dos participantes em grupos de trabalho para discutir questões como Participação Social, Planejamento Ambiental, Adaptação Climática e Territorial e Viabilidade Econômica no contexto de redução de riscos e desastres. À tarde foi feita a apresentação dos temas abordados pelos grupos. Logo após, Leticia Oliveira, da GIZ Cooperação Técnica Brasil-Alemanha, fez a apresentação da plataforma ReDUS, uma rede com iniciativas de interesse público que atuam em prol do desenvolvimento urbano sustentável em todo Brasil e onde os municípios poderão acessar as informações sobre o projeto DUI-RRD Cidades.

O projeto

O projeto DUI-RRD Cidades faz parte do Termo de Execução Descentralizada nº 969900/2024, que busca integrar esforços para desenvolver e aplicar novas metodologias, tecnologias e práticas em contextos de risco de desastres. Ele engloba a participação da Fiocruz, por meio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz) e de programas como o OTSS e o Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde. Ao longo deste ano, representantes do Grupo de Trabalho Ampliado, que reúne os integrantes do Ministério das Cidades e da Fiocruz, e dos 12 municípios, participarão de seminários, oficinas e debates técnicos sobre o tema.

Para 2026 está prevista a aplicação da metodologia em seis territórios pilotos (que serão selecionados posteriormente), com suporte técnico especializado adaptado aos contextos e desafios locais. Essa etapa incluirá apoio à elaboração de estratégias de redução de risco de desastres, contribuindo para ampliar a resiliência dos municípios participantes.

 

Fiocruz lança livro sobre saúde e agroecologia no Dia Mundial do Meio Ambiente

Publicação é fruto de um trabalho desenvolvido em territórios quilombolas, indígenas e da agricultura familiar no RJ e em SP
Angélica Almeida (VPAAPS/Fiocruz) / Publicado em 05/06/2025
 

Respostas coletivas aos desafios enfrentados e visões para o futuro de comunidades quilombolas, indígenas e da agricultura familiar são apresentadas no livro “Saúde, agroecologia e territórios: aprendizados do projeto Ará” , lançado pela Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) da Fiocruz.

A obra apresenta resultados do projeto Ará, desenvolvido em três regiões do estado do Rio de Janeiro e no estado de São Paulo, entre 2021 e 2024, em meio aos desafios impostos pela pandemia de covid-19. As ações foram realizadas na Serra da Bocaina, no Maciço da Pedra Branca e na região de Petrópolis e Areal.

“A sistematização fomenta aprendizagens para caminhos a serem traçados quando o assunto é saúde e agroecologia, seja na Fiocruz, nos territórios ou em cada um dos programas territoriais que foram parte dessa ação”, afirma Helena Lopes pesquisadora da Agenda de Saúde e Agroecologia da VPAAPS e uma das organizadoras do livro.

A publicação é composta por cinco capítulos, além das considerações finais. A introdução discute a metodologia da sistematização, a concepção do projeto Ará (origens, ações e parcerias), equipes e atores envolvidos. Os capítulos seguintes abordam as temáticas da soberania e segurança alimentar e nutricional; da saúde das pessoas e dos territórios; da construção social de mercados; e da construção social de conhecimentos.

Ao longo do livro, também são apresentadas “Histórias de resistência”, que destacam inovações e soluções para os problemas enfrentados nas comunidades com base no encontro entre saberes técnicos, científicos e tradicionais. Um dos exemplos foi a implementação de tecnologias de saneamento ecológico, tendo em vista que os três territórios do projeto convivem com a falta de acesso a água de qualidade e de tratamento adequado de esgotos.

É um pilar de atuação da Fiocruz promover uma visão integrada que evidencie as interconexões entre a saúde humana e a saúde do ambiente e contribua para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), afirma prefácio assinado por Mario Moreira, presidente da Fiocruz, e por Hermano Castro, à época Vice-Presidente da VPAAPS.

O Ará foi desenvolvido por programas institucionais vinculados à Presidência da Fiocruz — a Fiocruz Mata Atlântica (FMA), o Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde e o Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS) —, e pela Agenda de Saúde e Agroecologia da VPAAPS. A Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa), a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e diferentes movimentos e organizações da sociedade civil foram também parceiros da ação nos diferentes territórios.  

 

Fiocruz e Ministério das Cidades selecionam 12 municípios para integrar projeto de planejamento urbano integrado para redução de riscos de desastres

Cidades estão localizadas em seis estados brasileiros: RJ, MG, PE, PI, BA e RS. Próximas etapas, que visam a elaboração de um manual de intervenções urbanas, englobam participações em seminários, oficinas e debates técnicos

Aline Rickly (Fórum Itaboraí/Fiocruz)Publicado em 05/06/2025

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (SNDUM), selecionaram 12 cidades para participar do projeto de Desenvolvimento Urbano Integrado para Redução de Riscos de Desastres Geo-Hidrológicos (Projeto DUI - RRD Cidades). Os municípios estão localizados em seis estados brasileiros (Veja a lista completa abaixo).

Ao todo, 21 cidades, das 50 que estavam aptas a participar do edital, submeteram propostas. A seleção levou em conta critérios como: disponibilidade de infraestrutura e capacidade técnica e operacional, avaliação de iniciativas já existentes, diagnóstico das áreas de risco geo-hidrológico, arranjos intersetoriais, organização de gestão participativa com a comunidade, propostas de intervenção baseadas nos princípios de resiliência urbana e sustentabilidade e capacidade para replicar a metodologia para outros contextos municipais.

“O resultado da seleção apresenta, entre as propostas recebidas, representatividade regional e diversidade de tipologias de risco associada a desastres geo-hidrológicos. Estes fatores são importantes para a qualidade e a abrangência do produto a ser desenvolvido no projeto, bem como com a efetividade da metodologia a ser aplicada nas cidades que visa fortalecer a resiliência urbana e, portanto, impactar positivamente as condições de vida e saúde da população”, afirma Luís Madeira, coordenador do Programa Institucional Territórios Sustentáveis e Saudáveis (PITSS) que, junto ao Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina (OTSS), ambos da Vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS), representam com o Fórum Itaboraí a Fiocruz enquanto núcleo gestor do projeto.

Também integrante do núcleo gestor, a diretora de Estruturação de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Ministério das Cidades, Cristiana Scorza, destaca que a análise cuidadosa das propostas buscou identificar aquelas que apresentaram nos perímetros delimitados, equipamentos ou infraestruturas urbanas suscetíveis aos desastres geo-hidrológicos. “E que sejam essenciais para o atendimento da população da cidade, atentando à relação entre as áreas centrais e demais áreas dos municípios, ressaltando a importância do desenvolvimento urbano integrado para a redução de riscos de desastres”, ressalta.

Próximas etapas do Projeto DUI-RRD Cidades

A partir de agora, as cidades selecionadas vão contribuir com a elaboração de um manual de intervenções urbanas voltado à redução de riscos de desastres geo-hidrológicos, como cheias, enxurradas, inundações e deslizamentos. A proposta busca fortalecer as estratégias de planejamento urbano integrado voltadas à redução de riscos de desastres por meio do desenvolvimento de novas metodologias, tecnologias e práticas inovadoras.

Ao longo deste ano de 2025, as cidades irão participar de seminários, oficinas e debates técnicos sobre o tema. O primeiro encontro será nos dias 25 e 26 de junho na sede da Fiocruz, em Brasília. Na ocasião, será feito o lançamento do projeto, com apresentações e início das oficinas. Outras atividades dessa primeira etapa estão previstas para ocorrer nos meses seguintes.

A próxima fase do projeto será em 2026 com a aplicação da metodologia em seis territórios pilotos, com suporte técnico especializado adaptado aos contextos e desafios locais. Essa etapa inclui apoio à elaboração de estratégias de redução de risco de desastres, contribuindo para ampliar a resiliência dos municípios participantes.

Lista completa das cidades selecionadas:

Candeias – BA

Simões Filho – BA

Olinda – PE

Teresina – PI

Nova Lima – MG

Belo Horizonte – MG

Contagem – MG

Mangaratiba – RJ

Petrópolis – RJ

Nova Friburgo – RJ

Paraíba do Sul – RJ

São Sebastião do Caí – RS

 

 

Fiocruz e Ministério das Cidades divulgam resultado preliminar com 12 municípios selecionados para projeto de desenvolvimento urbano e redução de riscos de desastres

Resultado final será divulgado no dia 4 de junho, após análise de recursos. Ao todo, 21 cidades, de sete estados brasileiros, submeteram propostas

Aline Rickly (Fórum Itaboraí/Fiocruz)Publicado em 29/05/2025

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (SNDUM), divulgaram, nesta quarta-feira (28/05), a lista com as 12 cidades pré-selecionadas para participar do projeto de Desenvolvimento Urbano Integrado para Redução de Riscos de Desastres Geo-Hidrológicos (Projeto DUI - RRD Cidades). São elas: Candeias e Simões Filho, na Bahia; Olinda, em Pernambuco; Teresina, no Piauí; Nova Lima, Belo Horizonte e Contagem, em Minas Gerais; Mangaratiba, Petrópolis, Nova Friburgo e Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro; e São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul.

Ao todo, 21 municípios, dos 50 que estavam aptos a participar do edital, submeteram propostas. A etapa de recursos se inicia nesta quinta-feira (29) e deverá ser feita até sexta (30) pelo e-mail: rrd.cidades@fiocruz.br. O resultado final será divulgado no dia 4 de junho.

A seleção levou em conta critérios como: disponibilidade de infraestrutura e capacidade técnica e operacional, avaliação de iniciativas já existentes, diagnóstico das áreas de risco geo-hidrológico, arranjos intersetoriais, organização de gestão participativa com a comunidade, propostas de intervenção baseadas nos princípios de resiliência urbana e sustentabilidade e capacidade para replicar a metodologia para outros contextos municipais.

Sobre o projeto

O projeto DUI - RRD Cidades tem como principal objetivo elaborar um manual de intervenções urbanas voltado à redução de riscos de desastres geo-hidrológicos, como cheias, enxurradas, inundações e deslizamentos. A proposta busca fortalecer as estratégias de planejamento urbano integrado voltadas à redução de riscos de desastres por meio do desenvolvimento de novas metodologias, tecnologias e práticas inovadoras nos territórios selecionados.

 

Ao longo deste ano de 2025, os municípios selecionados vão participar de oficinas e debates técnicos​, com interação e troca de experiências com diferentes entidades, instituições de Ensino Superior e com a sociedade civil, além da possibilidade de estabelecer parcerias estratégicas no tema.

A próxima fase, consiste na aplicação da metodologia em seis territórios pilotos a partir de 2026, com suporte técnico especializado adaptado aos contextos e desafios locais. Essa etapa inclui apoio à elaboração de estratégias de redução de risco de desastres, contribuindo para ampliar a resiliência dos municípios participantes.

 

 

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