Fiocruz pra Você 2019 - Petrópolis

Fórum Itaboraí promove campanha de vacinação contra sarampo com programação cultural e muita diversão

Evento é totalmente gratuito

 

No próximo sábado, 19, crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos poderão ser vacinadas gratuitamente contra o sarampo no Fiocruz Pra Você 2019, evento que acontece no Palácio Itaboraí, sede da Fiocruz em Petrópolis, de 8h às 17h. Além da oportunidade de imunização das crianças, as famílias também poderão curtir um dia de muita diversão, com diversas atividades gratuitas para todas as idades.

 

O Fiocruz Pra Você é um evento tradicional realizado pela Fiocruz há 25 anos na sua sede, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, atraindo milhares de pessoas todos os anos em favor da vacinação. Em Petrópolis será a terceira edição do evento, realizado em coordenação com a Secretaria Municipal de Saúde. Para Felix Rosenberg, Diretor do Fórum Itaboraí, será um dia para atualizar a caderneta de vacinação das crianças, unindo responsabilidade pela vida com programação de cultura e lazer. “Nosso compromisso é com a saúde da população e, movidos por esta missão, nos preparamos para receber com alegria tanto quem já conhece e frequenta o Palácio Itaboraí como quem ainda não teve a oportunidade de conhecer este espaço público em Petrópolis”, conta Rosenberg.

 

As atividades terão início com a “1ª. Caminhada do Oswaldo”, que sairá da Praça da Liberdade, às 8h, com destino ao Palácio Itaboraí. A programação inclui também show de mágica, apresentação circense, oficinas de plantio de espécies medicinais, apresentações musicais com jovens que compõem a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, feira agroecológica, oficinas de saúde bucal, feira de troca e doação de livros, visitação da Trilha do Arboreto, onde estão centenas de espécies de plantas medicinais, além de cama elástica, piscina de bolinhas, pintura facial, brinquedos infláveis, personagens de histórias infantis, distribuição de brindes, pipoca e algodão doce.

 

O Palácio Itaboraí fica à Rua Visconde de Itaboraí, 188 – Valparaíso. Veja a programação completa do evento.

 

 

 

Fórum Itaboraí recebe autoridade angolana de saúde pública

 
O interesse central é a experiência da Fiocruz no município com plantas medicinais
 
O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, recebeu ontem (12) a visita do Dr. Zynga David, vice-diretor do Instituto Nacional de Investigação em Saúde - INIS, instituição equivalente à Fiocruz em Angola, ligada ao Ministério da Saúde daquele país africano. A visita teve um particular interesse no trabalho desenvolvido pelo Fórum com plantas medicinais, no âmbito do seu Programa de Biodiversidade e Saúde, dado o notório uso das plantas na medicina tradicional de povos africanos.  
“Em Angola, como em outros países de nosso continente, temos uma tradição muito forte no uso de plantas para cuidados com a saúde. Neste momento, o nosso país vive a fase de aprovação da Política Nacional de Medicina Tradicional e nós temos, no INIS, um departamento que trabalha notadamente com plantas medicinais. Diante deste cenário e considerando que uma de nossas especialidades é controle de qualidade, vemos a necessidade de termos um laboratório de referência que faça o controle de qualidade também das plantas para o uso da população” explica Dr. Zynga. O pesquisador e gestor público  visitou, ainda, o quilombo da Tapera, onde está localizado o horto do Arranjo Produtivo Local –APL de Plantas Medicinais, iniciativa liderada pelo Fórum Itaboraí, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Petrópolis, agricultores do município e pesquisadores da Fiocruz, que fazem a certificação científica.
A vista do Dr. Zynga foi fomentada, também, na esfera de cooperação internacional da Rede de Institutos Nacionais de Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, da qual a Fiocruz e o INIS são membros e cujo Secretário Executivo é Felix Rosenberg, também diretor do Fórum Itaboraí. “O interesse de uma autoridade angola em saúde pública com o nosso trabalho de plantas medicinais mostra o quão relevante é esta experiência integrada e sustentável de desenvolvimento local para a saúde, que culmina na dispensação de medicina natural e segura para a população, via postos de saúde do SUS. Iniciativa que começou em 2012 e vem colocando Petrópolis como referência nacional em plantas medicinais”, avalia Rosenberg, lembrando que esta experiência é um ciclo completo, que envolve desde a identificação, catalogação, análise fitoquímica e genética das plantas, passando pelo acompanhamento técnico do cultivo e produção, coleta, beneficiamento e distribuição, via Sistema Único de Saúde -SUS.
Durante a visita, o vice diretor do INIS também conheceu outros trabalhos desenvolvidos pelo Fórum. “Fiquei igualmente interessado no estudo de determinantes sociais de saúde nas comunidades. Esta visita à Fiocruz tem o propósito de conhecermos com mais detalhes o trabalho da instituição e, quem sabe, desenharmos um acordo de cooperação técnica entre INIS e Fiocruz. Temos muito a contribuir também com investigação na área de saúde pública com Brasil”, conta Dr. Zynga que, além do Fórum Itaboraí, esteve em visita também na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde dois técnicos angolanos do INIS permanecerão por dois meses se aperfeiçoando a partir da experiência da Fiocruz em comunicação, informação e biblioteconomia.
 
Felix Rosenberg, diretor do Fórum Itaboraí e Dr. Zynga David, vice-diretor do Instituto Nacional de Investigação em Saúde - INIS da Angola.

Canal Saúde exibirá documentário sobre a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí

A Orquestra de câmara do Palácio Itaboraí é um projeto socio-cultural direcionado a jovens estudantes da rede pública de ensino que oferece um curso intensivo com aulas teóricas e práticas de música. O documentário apresenta o projeto à sociedade através de depoimentos de alunos, pais, professores e da equipe responsável pela orquestra de câmara do Palácio Itaboraí (OCPIT).
 
O documentário Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí: promovendo arte, cultura e saúde será exibido pelo Canal Saúde (Tv Digital 2.4, Rio de Janeiro e Brasília e Tv Digital 62.4 em São Paulo) nos dias 24 e 26 de setembro, às 23h.
 
O filme também está disponível em nosso YouTube.
 
Você também pode ver a programação de setembro do Canal Saúde clicando aqui.

 

Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí visita Escola de Música da UNIRIO

Os jovens instrumentistas da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí – OCPIT visitaram o Instituto Villa-Lobos, a escola de música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UniRio, dedicada ao ensino, pesquisa e extensão na área de música, nos níveis de graduação e pós-graduação. Durante a visita, os jovens assistiram a aulas de composição, harmonia de teclado, percussão e eletroacústica, esta última no estúdio de gravação da escola de música, além de um ensaio da Banda Sinfônica da Unirio.

Segundo Celso Franzen Jr., maestro e coordenador da OCPIT, esta atividade busca promover uma relação de aproximação com as universidades e faz parte da prática pedagógica da formação dos jovens. “As visitas às universidades que têm cursos de música de excelência, próximas a Petrópolis, certamente ampliam os horizontes destes jovens e os ajudam a tangibilizar sonhos. Porque, além de conhecerem um novo ambiente de formação e prática profissional, eles têm contato com professores e com diversos outros jovens que, como eles, também estudam música, mas em uma etapa que pode ser a deles em um futuro próximo”, conta Celso, lembrando que cinco jovens instrumentistas da OCPIT estão se preparando para o Teste de Habilidade Específica, o THE, requisito, além do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, para o ingresso no ensino superior de música. “Além disso, nossos esforços em construir uma aproximação entre a Orquestra e as faculdades de música tem o propósito de fortalecermos a prática pedagógica e intercambiar possibilidades de aprendizado, com master classes, contatos com festivais de músicas, realização de encontros de orquestras, acesso a conteúdos atualizados para o THE e, futuramente, para monitorias de alunos dessas universidades junto à nossa orquestra”, complementa o maestro, acrescentando que a parceria com a UniRio já está em construção.

Gabriele da Silva Gomes tem 17 anos, estuda no Liceu Municipal Cordolino Ambrósio e há três anos e sete meses faz parte da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, como violinista. Ela é uma das cinco jovens que deseja ingressar em um curso superior em música este ano. “Desde pequena, eu queria fazer algo com música, quando eu crescesse. Mas, na minha adolescência, essa ideia se dissolveu, pois não achava que música era uma faculdade que poderia possibilitar uma carreira, uma chance para quem vem de família de pouca renda, como eu. Aos 14 anos tive a oportunidade de ingressar na Orquestra e hoje tenho certeza do que eu quero e de que a música pode sim ser minha profissão”, conta Gabi, cujo sonho é ser violinista e professora de violino. Quando perguntada sobre a visita à UniRio ela responde efusivamente: “Visitar a escola de música da UniRio foi sensacional, é só isso que posso dizer! Conheci coisas que eu não conhecia no campo da música e foi muito agregador para mim, que quero levar a música como profissão. Abriu mais ainda minhas perspectivas. Antes eu só pensava em submeter para a UFJF [Universidade Federal de Juiz de Fora] e achei o campus apaixonante. Vou fazer o THE para UFJF, Unirio e UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro]”, conclui a jovem.

Quarta turma do EdpopSUS capacita para promoção da saúde em Petrópolis

 

Curso de educação popular reúne servidores municipais da saúde, da assistência social e lideranças comunitárias

Começou em agosto e vai até dezembro de 2019 a quarta turma do curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde, o EdpopSUS, em Petrópolis, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde - SMS em parceria com a Fiocruz, através da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis.

Ofertado via edital público a alguns municípios brasileiros, a partir de iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a EPSJV/Fiocruz, este curso nasceu em 2013 com o objetivo de promover a qualificação da prática educativa de profissionais e lideranças comunitárias que atuam em territórios com cobertura da Atenção Básica do SUS, contribuindo para a implantação da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS), instituída no mesmo ano. A partir então, pelo sucesso que alcançou, o EdpopSUS continua sendo implementado por muitos municípios brasileiros, que têm adaptado o seu formato às realidades locais.

Em Petrópolis, desde 2013, já foram capacitados mais de 150 profissionais em Educação Popular em Saúde. Segundo Norma de S. Thiago Pontes, Apoiadora Institucional do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Petrópolis, Educadora do Programa EdpopSUS e Articuladora Local do Programa, a dimensão educativa do processo de trabalho dos agentes comunitários é fundamental, porque propõe metodologias e tecnologias voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, a partir do diálogo entre a diversidade de saberes. “A educação popular instrumentaliza estes profissionais, que estão tão próximos dessas famílias, inseridos naquele território, a terem um olhar que incorpora a visão da população, os seus saberes, suas perspectivas, sua cultura e seus valores, na identificação dos problemas do território e na promoção da saúde”, explica Norma.

Em 2017, o curso passou a ser oferecido pela SMS em parceria com o Fórum Itaboraí- Fiocruz/Petrópolis, passando, em 2018, a fazer parte de um acordo guarda-chuva de cooperação técnica entre ambas as instituições para o desenvolvimento da gestão participativa intersetorial na promoção da saúde no município. Desde então, o curso vem ganhando aprofundamento metodológico-pedagógico, além de apoio em logística e infraestrutura.

“A intensa parceria entre a Prefeitura Municipal de Petrópolis e o Fórum Itaboraí/Fiocruz em prol da promoção da saúde no município, realizando ações de fomento ao uso plantas medicinais, de organização das comunidades com vistas à constituição de fóruns comunitários e conselhos locais de saúde com caráter intersetorial, de educação popular para agentes comunitários de saúde, de assistência social e para lideranças comunitárias, constitui um exemplo prático e concreto de desenvolvimento social no âmbito dos territórios locais, em  perfeito alinhamento com os Objetivos do Desenvolvimento Social (ODS) e da Agenda 2030”, avalia Felix Rosenberg, Diretor do Fórum Itaboraí.

O curso acontece semanalmente nas instalações do Palácio Itaboraí, sede do Fórum, no bairro Valparaíso. São 17 encontros, perfazendo 160 horas de conteúdos teóricos e práticos para 36 educandos em uma turma multiprofissional, com 70% de servidores da Secretaria Municipal de Saúde e, pela primeira vez, sendo aberto também à participação de servidores municipais da Assistência Social e de representantes das comunidades que estão vivenciando o processo de implantação dos Conselhos Locais de Saúde. No decorrer do curso, os educandos construirão projetos de intervenção em territórios pré-definidos, como desdobramento da educação popular na prática cotidiana de trabalho, e apresentarão a experiência ao final do curso.

Evelin Vaz é assistente social, trabalha no Departamento de Proteção Social Básica da Secretaria Municipal de Assistência Social e é uma das educandas nesta turma do EdpopSUS. Na percepção dela, um dos pontos fortes do curso é trazer a dimensão da educação popular para diferentes segmentos profissionais que atuam com a mesma população, integrando, ampliando e fortalecendo o trabalho da rede de atenção básica no território. “É também uma possibilidade de trocas de conhecimento entre estes profissionais, dando a oportunidade para que as agentes comunitárias de saúde conheçam melhor a política de assistência social, e vice-versa. Esta intersetorialidade é fundamental”, acrescenta Evelin. “Este curso também nos ajuda, enquanto profissionais da assistência, a resgatar o nosso foco para a territorialidade das pessoas que atendemos, porque às vezes, no cotidiano, acabamos atropelando essa dimensão que é essencial ao nosso trabalho, ou seja, entender e respeitar a cultura local, o vínculo que estas pessoas têm com o lugar que vivem, as relações afetivas estabelecidas e como este olhar pode apoiar a assistência que ofertamos”, conclui.

Ainda, dentre as inovações desta turma, estão três educadores que são agentes comunitários de saúde e já participaram como educandos do EdupopSUS, como é o caso de Ingrid Rocha, que atua na comunidade 1º. de Maio, em Madame Machado, Itaipava. Ingrid cursou o EdpopSUS em duas turmas, em 2014 e em 2017, e nesta, atuará como educadora. “Entendo meu papel como facilitadora no entendimento e no aprendizado dos agentes de saúde que estão tendo contato com a educação popular agora, porque já estive no lugar deles e consigo compreender as questões trazidas pelos colegas. Mas, na verdade, mais do que ensinar, eu encaro esta oportunidade como uma nova chance de aprender ainda mais”, comemora a agente comunitária. Ingrid também destaca que se sentiu valorizada e reconhecida profissionalmente com o convite, questão que, na percepção dela, chega em momento oportuno, dada à alegada desvalorização do papel dos agentes de saúde. “Nosso trabalho tem sido burocratizado e a essência do que fazemos, que é estar perto, atuar no cuidado das pessoas, tem se perdido. Este curso valoriza quem somos e o que fazemos e fortalece o elo entre o Sistema Único de Saúde e a população”, aponta.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a meta é que até 2020 outras três turmas do EdpopSUS sejam implementadas em Petrópolis em parceria com o Fórum Itaboraí-Fiocruz/Petrópolis e que até 2021 todos os agentes comunitários de saúde da rede tenham recebido capacitação em educação popular em saúde.

 

 

Bairro de Vila Rica, em Pedro do Rio, realiza mostra de talentos

Iniciativa é apoiada por Acordo de Cooperação entre Secretaria Municipal de Saúde e Fórum Itaboraí - Fiocruz Petrópolis

 

No próximo sábado, dia 31 de agosto, de 13h às 17h, o Posto de Saúde da Família e a comunidade de Vila Rica, em Pedro do Rio, promovem a 1ª. Feira de Talentos de Vila Rica, no pátio da igreja Santa Edwiges. O evento tem o objetivo de mostrar o que o bairro tem de melhor, feito pelas pessoas que ali vivem e convivem, além de promover maior integração entre os moradores. Serão cerca de 30 expositores, que apresentarão seus talentos em artesanato, culinária, hip-hop, passinho, ioga, zumba, capoeira, entre outros. A entrada é franca.
 
A mostra é fruto de um engajamento comunitário que vem acontecendo no bairro desde 2017, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde - SMS e do Fórum Itaboraí. O trabalho em parceria destas duas instituições está expresso em um acordo de cooperação que prevê ações continuadas e consecutivas para a promoção da saúde pública em territórios de atuação da Estratégia de Saúde da Família – ESF, em Petrópolis. A iniciativa teve início com diagnósticos rápidos participativos (DRP) de comunidades, envolvendo moradores e agentes comunitários de saúde.
 
Segundo Marina Rodrigues, pesquisadora social do Fórum Itaboraí, mais do que oferecer um retrato dos territórios estudados, esta metodologia contribuiu com a ressignificação do olhar e maior envolvimento dos profissionais de saúde com as condições de vida das populações que vivem naqueles lugares. “Este trabalho se desdobrou no fortalecimento e apoio orientado às equipes de saúde da família de oito territórios petropolitanos, sendo um deles Vila Rica, e estes profissionais vêm trabalhando na promoção da saúde integral, não apenas o olhar sobre a doença”, explica Marina. “E como parte fundamental deste trabalho está o estímulo à participação social, o engajamento comunitário para a constituição de Conselhos Locais de Saúde, que são espaços onde possam ser discutidas questões que vão além da dimensão da saúde propriamente, mas também outros problemas comunitários que afetam a qualidade de vida daquela população, como, por exemplo, questões de transporte, lazer, assistência social, cultura, segurança, entre outros. Porque isso é saúde”, acrescenta a pesquisadora, informando que a constituição de Conselhos Locais está prevista na Lei Municipal Nº 7.705, de 12/09/2018.
 
Atualmente, existe uma comissão no bairro formada por seis moradores e por toda equipe da Estratégia de Saúde da Família, que acreditam na participação social e têm trabalhado pelo fortalecimento dos laços comunitários em Vila Rica e na mobilização dos moradores para a constituição do Conselho Local de Saúde. Esta comissão se reúne mensalmente e foi deste grupo que surgiu a ideia da mostra de talentos. “Estávamos pensando em uma maneira de envolver mais gente, de divulgar melhor sobre a importância da comunidade participar, porque divisão já temos o bastante por aqui. Queremos ideias e propostas que possam nos unir, que foquem nas coisas boas que temos, mostrem o potencial positivo do bairro. E acreditamos que os nossos próprios talentos serão um chamariz para que possamos nos conhecer melhor”, conta animada a moradora Gisele Faria, que integra esta comissão e mora em Vila Rica há mais de 35 anos. “Será também uma oportunidade de dar uma força e visibilidade para o trabalho, os produtos de muitas pessoas que fazem coisas incríveis. Somos mais de quatro mil moradores e, eu mesma, que moro aqui desde que nasci, não conhecia vários talentos. O bairro tem um potencial enorme. E juntando estas pessoas poderemos falar sobre a importância do Conselho Local de Saúde, sobre como precisamos nos unir, participar e ajudar o bairro a se desenvolver”, complementa Gisele.
 
O garimpo dos talentos foi feito pelas agentes comunitárias de saúde, que, de casa em casa, foram identificando as aptidões e habilidades e inscrevendo os interessados. Ana Paula Lorete atua na microárea 4, umas das sete que compõe a Estratégia de Saúde da Família no bairro, e relata que foi um trabalho interessante e surpreendente mapear o que as pessoas têm de bom. “Encontramos pessoas que trabalham com reutilização de pneus para produção de móveis, pinturas de quadros, artesanato com tricô, crochê e costura, enfeites de cabelo, materiais para festas de aniversário, além de grupos de música e dança e também muitas opções de culinária. Alguns realizam estas atividades no tempo livre e, para outros, essas práticas são fonte principal de renda. Nos surpreendemos. A comunidade é muito diversa e talentosa”, conclui a agente de saúde.

Fórum Itaboraí tem projetos premiados na 1ª Conferência de Promoção da Saúde da Fiocruz

Evento foi uma iniciativa das Vice-Presidência de Promoção e Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) e faz parte do Programa Translacional de Promoção da Saúde (FioPromoS)

A Conferência

Realizada no Campus de Manguinhos durante os dias 8 e 10 de abril e 2 e 3 de julho, a conferência teve como objetivos incentivar a reflexão sobre os desafios teóricos e práticos da Promoção da Saúde, na perspectiva do fortalecimento do SUS, e de fortalecer as ações desenvolvidas institucionalmente neste campo de atuação. Contou com a participação de pesquisadores de universidades nacionais e internacionais, rodas de conversa e mesas redondas sobre Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, além de apresentações de projetos de diversas unidades da Fiocruz e expressões artísticas relacionadas aos temas abordados.

As iniciativas apresentadas serão utilizadas na elaboração de um portfólio e de um projeto estratégico com ênfase nas Tecnologias Sociais em Saúde, com o objetivo de desenvolver ações integradas da Academia com os Territórios.

 

A participação do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde

O Fórum Itaboraí teve participação destacada na conferência, com apresentações de projetos com foco na participação social e promoção da saúde.

Na modalidade oral, foram apresentados dois trabalhos: a) A estratégia da saúde da família no município de Petrópolis como indutora da participação popular na promoção da saúde*, cujo objetivo é incentivar a criação de redes entre as instituições públicas e lideranças comunitárias para discussão participativa de políticas de promoção de saúde; b) Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí”*, projeto voltado para estudantes secundaristas da rede pública como meio de inserção social e fortalecimento da cidadania.

Na modalidade “pôster” foram apresentados 3 trabalhos, sendo 2 deles premiados entre 190 da mesma modalidade: o pôster O uso da cartografia participativa para a identificação de áreas de vulnerabilidade socioambiental e promoção da saúde no município de Petrópolis”*, estudo que demonstra como o conhecimento do território desempenha um papel fundamental na atuação dos agentes de saúde, recebeu o prêmio “Menção Honrosa em Promoção da Saúde e Vulnerabilidade Socioambiental”.

O outro pôster premiado com uma “Menção Honrosa em Comunidades Saudáveis e Agenda 2030” foi O Teatro do Oprimido e a Agenda 2030”*, que consiste em dinâmica teatral baseada na metodologia criada por Augusto Boal e é utilizada no projeto do Fórum Itaboraí para sensibilizar coletividades e incentivar a mobilização social sobre os principais problemas de cada comunidade.

O terceiro pôster apresentado, Plantas Medicinais e Plantas Alimentícias Não Convencionais como indutoras da promoção da saúde”*, trata de um projeto que promove o uso de plantas medicinais e alimentícias não convencionais no município de Petrópolis , mediante estratégias integradas de produção ,pesquisa ,ensino, extensão e cooperação técnica com produtores e o poder público.

O Fórum Itaboraí contribuiu também com a apresentação de um concerto da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, com uma exposição viva de plantas do acervo da Trilha do Arboreto e com a apresentação da peça “Toma que o filho é teu”, encenado pelo grupo de Teatro do Oprimido do Fórum Itaboraí, que abordou a questão dos resíduos sólidos, um problema prioritário para as comunidades participantes do projeto.

* Link para download e visualização do material.

 

Prorrogada a exposição "Dinossauros e Geoparques do Brasil"

Mostra interativa e gratuita estará em cartaz até 31 de agosto

 

Devido ao grande sucesso, a exposição interativa Dinossauros e Geoparques do Brasil, em exibição no Fórum Itaboraí, foi prorrogada e estará em cartaz até 31 de agosto, com entrada franca. Voltada ao público de todas as idades, a mostra traz informações científicas e curiosidades sobre os dinossauros e provoca a reflexão sobre a geoconservação e o uso sustentável de áreas geográficas com relevante patrimônio geológico, os geoparques. Fruto de parceria do Fórum Itaboraí, do Museu de Ciências da Terra e do Serviço Geológico do Brasil – CPRM a exposição já recebeu 7.400 visitantes, desde início de maio, quando foi aberta.

 

Os visitantes poderão interagir com uma “caixa de escavação”, descobrindo achados importantes para a Ciência, poderão também medir o tamanho dos próprios pés em comparação a uma “pata de dinossauro”, conhecer por onde andavam estes animais pré históricos em nosso Brasil e, seguindo as pegadas (originais e réplicas) de terópodes e ornitópodes, adentrar o Vale dos Dinossauros, um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo, situado no estado da Paraíba. O público poderá, ainda, ver de perto uma réplica de esqueleto de um dinossauro e se encantar com essas criaturas que habitaram nosso planeta antes de nós.

 

Grupos interessados podem fazer o agendamento prévio pelo telefone (24) 2246-1430, com Juliana Possas. O Palácio Itaboraí, sede do Fórum, fica à rua Visconde de Itaboraí, 188, Valparaíso, em Petrópolis, e a mostra pode ser visitada de segunda a sexta, de 8h30 às 16h30, e aos sábados, de 9h às 16h. Classificação etária: livre.

 

 

Do mato ao prato - Guia de Plantas Alimentícias Não Convencionais

Publicação do Fórum Itaboraí inclui receitas culinárias e informações nutricionais sobre plantas alimentícias não convencionais

Já está disponível para consulta e download gratuito (clique aqui para acessar) a nova publicação do Fórum Itaboraí. O “Guia de Plantas Alimentícias não Convencionais - PANC” reúne informações científicas, técnicas e nutricionais de 21 espécies de PANC, plantas comestíveis encontradas em Petrópolis e na Região Serrana do Rio de Janeiro. A matéria também traz curiosidades, termos culinários, dicas de como higienizar os vegetais, receitas e fotos, tanto das plantas em seus hábitats naturais, como delas no prato.

Segundo o Diretor do Fórum Itaboraí, Felix Rosenberg, esta publicação tem o propósito de disseminar conhecimentos relacionados ao plantio e ao consumo dessas plantas, que hoje estão sendo redescobertas e exploradas em novas opções de cardápios e valorizadas no seu uso e valores nutricionais. “No Brasil, em seus diferentes biomas, temos uma biodiversidade magnífica, que pode ser melhor explorada contribuindo para a complementação alimentar, para a diversificação dos cardápios e redução dos custos dos alimentos, na busca de uma alimentação cada vez mais saudável e mais acessível. Com o tempo, a produção familiar do seu próprio alimento sucumbiu à produção de mercado e fomos nos esquecendo destas plantas que dão espontaneamente e das quais podemos nos nutrir”, explica Rosenberg. “Sem contar que o patrimônio culinário expresso nos pratos, nas receitas tradicionais, faz parte da memória afetiva, do registro, da transmissão oral de nossa herança cultural. Então, acreditamos que nos ambientes urbanos é possível cultivar pequenas hortas e canteiros com PANC e conciliar os hábitos contemporâneos às nossas origens, resgatando nossa história alimentar, contribuindo com conservação da sociobiodiversidade e obtendo alimentos diversificados, saudáveis, de menor custo e surpreendendo com novas cores e sabores”, conclui o Diretor.

 

Sobre as PANC

O termo PANC, atribuído a Plantas Alimentícias Não Convencionais, foi cunhado e começou a ser usado e divulgado em 2008 pelo Biólogo e Professor do Instituto Federal do Amazonas, Valdely Ferreira Kinupp. Refere-se a todas as plantas que possuem uma ou mais partes comestíveis, sendo elas espontâneas ou cultivadas, nativas ou exóticas que não estão incluídas em nosso cardápio cotidiano. Por esta razão, uma mesma planta pode ser considerada convencional em uma região, porém não convencional em outra. E caso seu uso seja resgatado ou propagado, tal planta pode vir a ser convencional, passando a ser reconhecida, produzida, comercializada, fazendo parte do dia a dia alimentar de dada população. Kinupp destaca que entre 10 a 20% da flora mundial tem potencial alimentício. Dentre as PANC que podem ser encontradas em Petrópolis e na Região Serrana do Rio de Janeiro estão, por exemplo, o peixinho e a ora-pro-nobis, além de partes comestíveis e não frequentemente consumidas de plantas convencionais, como as folhas e talos da cenoura, beterraba, couve-flor, abóbora, batata-doce, entre outras.

Adilson Oliveira é nutricionista e faz parte da equipe do Programa de Biodiversidade e Saúde do Fórum Itaboraí. Entusiasta e envolvido com os trabalhos que resultaram nesta publicação, ele esclarece que uma mesma planta pode ser considerada convencional em uma região e não convencional em outra, e que, com o tempo, conforme seu uso seja resgatado ou propagado, ela passará a ser convencional, sendo reconhecida, produzida, comercializada e fazendo parte do dia a dia alimentar dessa população. Também são PANC as partes comestíveis e não frequentemente consumidas de plantas convencionais, como as folhas e talos de: cenoura, beterraba, couve-flor, abóbora, batata-doce, entre outras. Ele acrescenta que estas plantas não têm sido produzidas por falta de conhecimento dos agricultores ou porque elas foram “esquecidas” pelo mercado. “O cultivo destas plantas também apresenta vantagens em relação aos cultivos tradicionais, pois as PANC são mais resistentes a pragas e se integram melhor com a fauna e a flora nativa. Muitas delas também possuem potencial para complementação da renda familiar. Em síntese, as PANC são a própria essência do conceito de agroecologia”, explica Adilson. “Seja na forma do alimento propriamente dito, ou como substâncias condimentares ou aromáticas, substitutas de sal, edulcorantes, amaciantes de carnes e corantes, as PANC podem ser inseridas na alimentação cotidiana, com ganhos nutricionais e baixo custo”, complementa o nutricionista.

 

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