Fórum Itaboraí disponibiliza publicação sobre seminário “Agenda 2030: Saúde e Desenvolvimento Urbano”

Documento reúne reflexões de pesquisadores, gestores e representantes comunitários que participaram de evento realizado em maio no Palácio Itaboraí

Aline Rickly e Luiz Pistone (Fórum Itaboraí / Fiocruz) / Publicado em 17/09/2026

 

O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde/Fiocruz Petrópolis disponibiliza ao público o documento “Olhar Estendido – Agenda 2030: Saúde e Desenvolvimento Urbano”, publicação que sistematiza os principais debates do seminário realizado em 22 de maio no Palácio Itaboraí, em Petrópolis (RJ). O evento integrou a programação comemorativa pelos 125 anos da Fiocruz e pelo centenário de nascimento do geógrafo Milton Santos. 

O seminário reuniu, aproximadamente, 50 pessoas, entre representantes do poder público, conselhos municipais, universidades e lideranças comunitárias. A proposta foi debater como os princípios da Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) podem ser traduzidos em ações nos territórios, considerando as desigualdades sociais, socioambientais e as especificidades de cada localidade. 

A primeira mesa, “Agenda 2030: do macro ao micro”, contou com Paulo Gadelha, coordenador da Agenda Estratégica da Fiocruz para a Agenda 2030; Rômulo Paes, coordenador do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz e presidente da Abrasco; e Felix Rosenberg, diretor do Fórum Itaboraí. Foram debatidos temas como a crise da cooperação internacional, mudanças climáticas, saúde, desenvolvimento sustentável, além da necessária integração entre ciência, políticas públicas, tecnologias sociais e saberes comunitários.  

A segunda mesa, “Agenda 2030 e território”, reuniu o geógrafo William Ribeiro, coordenador da Rede de Pesquisadores sobre Cidades Médias (RECIME); Luís Madeira, coordenador do Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis (PITSS) da Fiocruz; e Roberta Silva, coordenadora da Central Única das Favelas (CUFA) em Petrópolis. As apresentações abordaram as relações entre urbanização, desigualdades territoriais, saúde, planejamento urbano e participação comunitária. 

Além da síntese das apresentações o documento registra questões levantadas pelo público, ampliando o olhar sobre os desafios para a implementação dos ODS. As considerações finais apontam para a necessidade da Agenda 2030 ultrapassar o campo dos compromissos internacionais e ser construída de maneira colaborativa, com participação das comunidades, valorização dos saberes locais, e articulação entre ciência, sociedade e poder público.  

A publicação está disponível e pode ser acessada por meio deste link.