Processo seletivo 2020 da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí - Inscrições prorrogadas até 29 de novembro

A Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí

Em funcionamento desde fevereiro de 2013, a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí é um Projeto Sócio – Cultural gratuito de formação de orquestra composto por um conjunto de aulas de teoria e harmonia, prática orquestral e instrumento. O Ciclo Básico do curso tem duração de 4 anos e conta com aulas três vezes por semana no período da tarde. Para àqueles estudantes que pretendem fazer nível superior em música, o projeto desenvolve um trabalho de preparação para o Teste de Habilidade Específica (THE), exigido junto ao Enem nas Universidades Públicas. Clique aqui para ver o documentário sobre a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, produzido entre 2016 e 2017.

 

Processo Seletivo 2020

Destinado a estudantes matriculados na rede pública de ensino que estejam cursando prioritariamente entre o 7° ano do ensino fundamental e o 1° ano do ensino médio, o processo seletivo de 2020 irá selecionar novos alunos para os seguintes instrumentos: violino, viola de arco, violoncelo, contrabaixo acústico, flauta transversal e clarinete. A seleção ocorrerá em duas etapas, ambas no dia 30 de novembro: entrevista sócio-motivacional e avaliação geral de aptidões musicais, ambas no Palácio Itaboraí.

Nenhum teste de teoria musical será exigido e candidatos que não possuem instrumentos poderão participar da seleção normalmente.

 

Inscrições

As inscrições foram prorrogadas até 29 de novembro e poderão ser feitas de segunda a sexta-feira, de 08h às 17h, através do telefone (24) 2246-1430 ou na secretaria do Palácio Itaboraí localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 188, no Valparaíso em Petrópolis.

Não realizaremos inscrições por e-mail.

 

Para agilizar o processo de inscrição, tenha em mãos as seguintes informações:

1-Nome completo e idade do candidato

2-Endereço

3-Bairro

4-Nome da Instituição de Ensino

5-Escolaridade (ano cursado em 2019)

6-Telefone Fixo

7-Telefone Celular

8-Já sabe tocar algum Instrumento?  Qual?

9- Para qual instrumento deseja se candidatar?

 

Para candidatos com menos de 18 anos também devem ser informados os seguintes dados:

1-Nome completo do responsável

2-Telefone celular do responsável 

3-Profissão do responsável 

 

Clique aqui para visualizar o material de divulgação do processo seletivo 2020.

Moradores da comunidade Primeiro de Maio criam horta comunitária com o apoio do Fórum Itaboraí

No último sábado, 26, mais de 30 pessoas, entre crianças e adultos da comunidade Primeiro de Maio, em Madame Machado, Itaipava, participaram de um mutirão para criação de uma horta comunitária, com o propósito de unir os moradores e contribuir com a qualidade alimentar de quem vive na localidade. A iniciativa é da associação de moradores do bairro e conta com o apoio técnico do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, e com a parceria do quilombo da Tapera, na doação de mudas.

O morador e presidente da Associação de Moradores de Primeiro de Maio/Madame Machado, Amilton Oliveira, conta que a ideia nasceu do desejo de alguns moradores de criar uma horta medicinal para incentivar a comunidade a plantar seu próprio remédio. “Mas com o apoio da Fiocruz fomos amadurecendo nossa proposta e entendemos que poderíamos ter mais que plantas medicinais, poderíamos plantar também hortaliças, para nossa alimentação. E mais: a horta será um lugar onde vamos nos encontrar, onde cuidaremos juntos do que vamos consumir e, unidos, podemos realizar outras ações para o bem de nosso bairro”, comemora Amilton.

Durante o mutirão, crianças e adultos prepararam os canteiros, abriram os berços para as mudas, realizaram o plantio e cobriram a área com capim, para proteger o solo. Dentre eles estava Adalberto Bernardes, pedreiro e morador do bairro há 40 anos, nascido e criado na roça e que disse amar mexer com a terra, plantar, cuidar, ver crescer e depois colher. “Foi divertido e importante para a comunidade, principalmente para muitas crianças, que nunca tinham lidado com a terra e só veem determinados alimentos na quitanda ou no prato. E incrível conhecer como as coisas acontecem na natureza e saber que você pode ser parte disso”, avalia o morador. Adalberto faz questão de sugerir que, com a união da comunidade, o próximo mutirão poderá ser para reflorestar uma área no alto da comunidade, região onde existe uma nascente que abastece, segundo ele, pelo menos 60 moradores da comunidade e que vem sendo degradada pelo fogo e pelo desmatamento, além de ser um local onde já houve tentativa de invasão e loteamento.

A horta comunitária está sendo implantada nos fundos da própria Associação, em uma parte do terreno que estava, segundo Amilton, com mato alto e aspecto de abandonada. “Estamos dando uma nova função ao espaço. O próximo passo é finalizarmos o sistema de irrigação, que faremos com a ajuda de moradores e de técnicos da Fiocruz. Em seguida, ainda em novembro, realizaremos uma reunião comunitária para juntos elaborarmos como será o cuidado, as contribuições voluntárias de quem quer participar e como a comunidade vai se beneficiar do que for produzido. Uma das ideias é fazermos uma feira livre, em frente à Associação, com o excedente, para ajudar a manter a horta, até porque não temos feira dentro do bairro. Vai ser bom pra todo mundo”, visiona, entusiasmado, o presidente da Associação. Ele acrescenta, ainda, que nos planos está também a construção de uma estufa, para produção de mudas tanto para atender a horta quanto para fazer o intercâmbio com outras comunidades.

 

Fiocruz pra Você 2019 - Petrópolis

Uma divertida campanha de vacinação

Mais de 500 pessoas estiveram no último sábado, 19, no Fiocruz Pra Você, no Palácio Itaboraí, unidade da Fiocruz em Petrópolis. O evento, realizado anualmente em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, é um grande ato para sensibilizar e mobilizar as pessoas para a importância da vacinação. Além da oportunidade de imunização de crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos contra o sarampo, houve atendimento pediátrico básico, orientação de saúde bucal, feira agroecológica, doação de mais de 600 livros e muita diversão, com diversas atividades gratuitas para todas as idades.

 

Bairro de Vila Rica, em Pedro do Rio, realiza segunda mostra de talentos

Iniciativa é apoiada por Acordo de Cooperação entre Secretaria Municipal de Saúde e Fórum Itaboraí - Fiocruz Petrópolis

 

No domingo, dia 27 de outubro, de 9h às 16h, o Posto de Saúde da Família e a comunidade de Vila Rica, em Pedro do Rio, promovem a 2ª. Feira de Talentos de Vila Rica, com entrada franca, na Escola Municipalizada Santa Terezinha. O evento nasceu com o propósito de mostrar o que o bairro tem de melhor e promover maior integração entre os moradores. Como parte da programação acontecerá, também, o fórum para eleição dos membros da sociedade civil do Conselho Municipal de Saúde, de 10h às 12h.
 
Esta segunda edição da Feira de Talentos acontece dois meses após a primeira, que reuniu mais de 20 expositores, apresentando suas habilidades em peças de artesanato, culinária, hip-hop, passinho, ioga, zumba, capoeira, entre outros. Segundo Ana Paula Lorete, agente comunitária do Posto de Saúde da Família em Vila Rica, o sucesso da primeira Feira foi tamanho que os moradores logo se mobilizaram para realizar esta segunda edição, com a participação de mais dez novos expositores. “Deu tão certo que a comunidade está motivada e não quer parar! A ideia é consolidar a Feira de Talentos como uma atividade permanente do bairro e que, desta mobilização, surja uma rede de economia solidária em Vila Rica”, conta, entusiasmada, a agente de saúde.
 
A mostra é fruto de um engajamento comunitário que vem acontecendo no bairro desde 2017, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde - SMS e do Fórum Itaboraí, Fiocruz em Petrópolis. O trabalho em parceria destas duas instituições está expresso em um acordo de cooperação que prevê ações continuadas e consecutivas para a promoção da saúde pública em territórios de atuação da Estratégia de Saúde da Família – ESF, em Petrópolis. A iniciativa teve início com diagnósticos rápidos participativos (DRP) de comunidades, envolvendo moradores e agentes comunitários de saúde.
 
Segundo Marina Rodrigues, pesquisadora social do Fórum Itaboraí, mais do que oferecer um retrato dos territórios estudados, esta metodologia contribuiu com a ressignificação do olhar e maior envolvimento dos profissionais de saúde com as condições de vida das populações que vivem naqueles lugares. “Este trabalho se desdobrou no fortalecimento e apoio orientado às equipes de saúde da família de oito territórios petropolitanos, sendo um deles Vila Rica, e estes profissionais vêm trabalhando na promoção da saúde integral, não apenas o olhar sobre a doença”, explica Marina. “E como parte fundamental deste trabalho está o estímulo à participação social, ao engajamento comunitário para a constituição de Conselhos Locais de Saúde, que são espaços onde possam ser discutidas questões que vão além da dimensão da saúde propriamente, mas também outros problemas comunitários que afetam a qualidade de vida daquela população, como, por exemplo, questões de transporte, lazer, assistência social, cultura, segurança, entre outros. Porque isso é saúde”, acrescenta a pesquisadora, informando que a constituição de Conselhos Locais está prevista na Lei Municipal Nº 7.705, de 12/09/2018, e que este, em Vila Rica, é o quarto de oito Conselhos Locais de Saúde previstos no acordo de cooperação, sendo os outros três já em operação no Amazonas, no Sargento Boening e na comunidade 1º de Maio/Madame Machado.
 
Na primeira edição da Feira de Talentos de Vila Rica, uma comissão constituída por seis moradores e por toda equipe da Estratégia de Saúde da Família do bairro divulgaram e explicaram aos moradores o que é e qual o papel do Conselho Local de Saúde. “Foi fundamental que este trabalho de informação e conscientização tenha acontecido na Feira de Talentos, pois, naquele momento, os moradores estavam se conectando a partir do que o bairro tem de melhor, do que é produzido pelas próprias pessoas que vivem ali. Então, neste contexto, eles puderam perceber que juntos podem realizar algo mais grandioso e que, participando, podem direcionar soluções para as suas próprias necessidades, sem ter que delegar isso para terceiros”, explica Eliane Quinan, Gerente da Atenção Básica nos territórios.
 
O Conselho Local de Saúde tem paridade entre membros locais e representantes do poder público em sua constituição, ou seja, é formado por quatro integrantes titulares da comunidade e quatro profissionais da gestão pública, além de um suplente para cada membro titular. Entre os membros da gestão pública, dois pertencem ao gestor municipal e os outros dois representam os profissionais que atuam na unidade de saúde do território. Quanto aos representantes da sociedade civil, estes devem ser moradores do território em questão e são eleitos em um fórum, aberto a participação de todos. Para se candidatar, a pessoa interessada deve, portanto, comprovar endereço e estar presente no decorrer de todo o fórum.
 

Fiocruz pra Você 2019 - Petrópolis

Fórum Itaboraí promove campanha de vacinação contra sarampo com programação cultural e muita diversão

Evento é totalmente gratuito

 

No próximo sábado, 19, crianças maiores de seis meses e menores de cinco anos poderão ser vacinadas gratuitamente contra o sarampo no Fiocruz Pra Você 2019, evento que acontece no Palácio Itaboraí, sede da Fiocruz em Petrópolis, de 8h às 17h. Além da oportunidade de imunização das crianças, as famílias também poderão curtir um dia de muita diversão, com diversas atividades gratuitas para todas as idades.

 

O Fiocruz Pra Você é um evento tradicional realizado pela Fiocruz há 25 anos na sua sede, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, atraindo milhares de pessoas todos os anos em favor da vacinação. Em Petrópolis será a terceira edição do evento, realizado em coordenação com a Secretaria Municipal de Saúde. Para Felix Rosenberg, Diretor do Fórum Itaboraí, será um dia para atualizar a caderneta de vacinação das crianças, unindo responsabilidade pela vida com programação de cultura e lazer. “Nosso compromisso é com a saúde da população e, movidos por esta missão, nos preparamos para receber com alegria tanto quem já conhece e frequenta o Palácio Itaboraí como quem ainda não teve a oportunidade de conhecer este espaço público em Petrópolis”, conta Rosenberg.

 

As atividades terão início com a “1ª. Caminhada do Oswaldo”, que sairá da Praça da Liberdade, às 8h, com destino ao Palácio Itaboraí. A programação inclui também show de mágica, apresentação circense, oficinas de plantio de espécies medicinais, apresentações musicais com jovens que compõem a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, feira agroecológica, oficinas de saúde bucal, feira de troca e doação de livros, visitação da Trilha do Arboreto, onde estão centenas de espécies de plantas medicinais, além de cama elástica, piscina de bolinhas, pintura facial, brinquedos infláveis, personagens de histórias infantis, distribuição de brindes, pipoca e algodão doce.

 

O Palácio Itaboraí fica à Rua Visconde de Itaboraí, 188 – Valparaíso. Veja a programação completa do evento.

 

 

 

Fórum Itaboraí recebe autoridade angolana de saúde pública

 
O interesse central é a experiência da Fiocruz no município com plantas medicinais
 
O Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis, recebeu ontem (12) a visita do Dr. Zynga David, vice-diretor do Instituto Nacional de Investigação em Saúde - INIS, instituição equivalente à Fiocruz em Angola, ligada ao Ministério da Saúde daquele país africano. A visita teve um particular interesse no trabalho desenvolvido pelo Fórum com plantas medicinais, no âmbito do seu Programa de Biodiversidade e Saúde, dado o notório uso das plantas na medicina tradicional de povos africanos.  
“Em Angola, como em outros países de nosso continente, temos uma tradição muito forte no uso de plantas para cuidados com a saúde. Neste momento, o nosso país vive a fase de aprovação da Política Nacional de Medicina Tradicional e nós temos, no INIS, um departamento que trabalha notadamente com plantas medicinais. Diante deste cenário e considerando que uma de nossas especialidades é controle de qualidade, vemos a necessidade de termos um laboratório de referência que faça o controle de qualidade também das plantas para o uso da população” explica Dr. Zynga. O pesquisador e gestor público  visitou, ainda, o quilombo da Tapera, onde está localizado o horto do Arranjo Produtivo Local –APL de Plantas Medicinais, iniciativa liderada pelo Fórum Itaboraí, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Petrópolis, agricultores do município e pesquisadores da Fiocruz, que fazem a certificação científica.
A vista do Dr. Zynga foi fomentada, também, na esfera de cooperação internacional da Rede de Institutos Nacionais de Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, da qual a Fiocruz e o INIS são membros e cujo Secretário Executivo é Felix Rosenberg, também diretor do Fórum Itaboraí. “O interesse de uma autoridade angola em saúde pública com o nosso trabalho de plantas medicinais mostra o quão relevante é esta experiência integrada e sustentável de desenvolvimento local para a saúde, que culmina na dispensação de medicina natural e segura para a população, via postos de saúde do SUS. Iniciativa que começou em 2012 e vem colocando Petrópolis como referência nacional em plantas medicinais”, avalia Rosenberg, lembrando que esta experiência é um ciclo completo, que envolve desde a identificação, catalogação, análise fitoquímica e genética das plantas, passando pelo acompanhamento técnico do cultivo e produção, coleta, beneficiamento e distribuição, via Sistema Único de Saúde -SUS.
Durante a visita, o vice diretor do INIS também conheceu outros trabalhos desenvolvidos pelo Fórum. “Fiquei igualmente interessado no estudo de determinantes sociais de saúde nas comunidades. Esta visita à Fiocruz tem o propósito de conhecermos com mais detalhes o trabalho da instituição e, quem sabe, desenharmos um acordo de cooperação técnica entre INIS e Fiocruz. Temos muito a contribuir também com investigação na área de saúde pública com Brasil”, conta Dr. Zynga que, além do Fórum Itaboraí, esteve em visita também na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde dois técnicos angolanos do INIS permanecerão por dois meses se aperfeiçoando a partir da experiência da Fiocruz em comunicação, informação e biblioteconomia.
 
Felix Rosenberg, diretor do Fórum Itaboraí e Dr. Zynga David, vice-diretor do Instituto Nacional de Investigação em Saúde - INIS da Angola.

Canal Saúde exibirá documentário sobre a Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí

A Orquestra de câmara do Palácio Itaboraí é um projeto socio-cultural direcionado a jovens estudantes da rede pública de ensino que oferece um curso intensivo com aulas teóricas e práticas de música. O documentário apresenta o projeto à sociedade através de depoimentos de alunos, pais, professores e da equipe responsável pela orquestra de câmara do Palácio Itaboraí (OCPIT).
 
O documentário Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí: promovendo arte, cultura e saúde será exibido pelo Canal Saúde (Tv Digital 2.4, Rio de Janeiro e Brasília e Tv Digital 62.4 em São Paulo) nos dias 24 e 26 de setembro, às 23h.
 
O filme também está disponível em nosso YouTube.
 
Você também pode ver a programação de setembro do Canal Saúde clicando aqui.

 

Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí visita Escola de Música da UNIRIO

Os jovens instrumentistas da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí – OCPIT visitaram o Instituto Villa-Lobos, a escola de música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UniRio, dedicada ao ensino, pesquisa e extensão na área de música, nos níveis de graduação e pós-graduação. Durante a visita, os jovens assistiram a aulas de composição, harmonia de teclado, percussão e eletroacústica, esta última no estúdio de gravação da escola de música, além de um ensaio da Banda Sinfônica da Unirio.

Segundo Celso Franzen Jr., maestro e coordenador da OCPIT, esta atividade busca promover uma relação de aproximação com as universidades e faz parte da prática pedagógica da formação dos jovens. “As visitas às universidades que têm cursos de música de excelência, próximas a Petrópolis, certamente ampliam os horizontes destes jovens e os ajudam a tangibilizar sonhos. Porque, além de conhecerem um novo ambiente de formação e prática profissional, eles têm contato com professores e com diversos outros jovens que, como eles, também estudam música, mas em uma etapa que pode ser a deles em um futuro próximo”, conta Celso, lembrando que cinco jovens instrumentistas da OCPIT estão se preparando para o Teste de Habilidade Específica, o THE, requisito, além do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, para o ingresso no ensino superior de música. “Além disso, nossos esforços em construir uma aproximação entre a Orquestra e as faculdades de música tem o propósito de fortalecermos a prática pedagógica e intercambiar possibilidades de aprendizado, com master classes, contatos com festivais de músicas, realização de encontros de orquestras, acesso a conteúdos atualizados para o THE e, futuramente, para monitorias de alunos dessas universidades junto à nossa orquestra”, complementa o maestro, acrescentando que a parceria com a UniRio já está em construção.

Gabriele da Silva Gomes tem 17 anos, estuda no Liceu Municipal Cordolino Ambrósio e há três anos e sete meses faz parte da Orquestra de Câmara do Palácio Itaboraí, como violinista. Ela é uma das cinco jovens que deseja ingressar em um curso superior em música este ano. “Desde pequena, eu queria fazer algo com música, quando eu crescesse. Mas, na minha adolescência, essa ideia se dissolveu, pois não achava que música era uma faculdade que poderia possibilitar uma carreira, uma chance para quem vem de família de pouca renda, como eu. Aos 14 anos tive a oportunidade de ingressar na Orquestra e hoje tenho certeza do que eu quero e de que a música pode sim ser minha profissão”, conta Gabi, cujo sonho é ser violinista e professora de violino. Quando perguntada sobre a visita à UniRio ela responde efusivamente: “Visitar a escola de música da UniRio foi sensacional, é só isso que posso dizer! Conheci coisas que eu não conhecia no campo da música e foi muito agregador para mim, que quero levar a música como profissão. Abriu mais ainda minhas perspectivas. Antes eu só pensava em submeter para a UFJF [Universidade Federal de Juiz de Fora] e achei o campus apaixonante. Vou fazer o THE para UFJF, Unirio e UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro]”, conclui a jovem.

Quarta turma do EdpopSUS capacita para promoção da saúde em Petrópolis

 

Curso de educação popular reúne servidores municipais da saúde, da assistência social e lideranças comunitárias

Começou em agosto e vai até dezembro de 2019 a quarta turma do curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde, o EdpopSUS, em Petrópolis, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde - SMS em parceria com a Fiocruz, através da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde, unidade da Fiocruz em Petrópolis.

Ofertado via edital público a alguns municípios brasileiros, a partir de iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a EPSJV/Fiocruz, este curso nasceu em 2013 com o objetivo de promover a qualificação da prática educativa de profissionais e lideranças comunitárias que atuam em territórios com cobertura da Atenção Básica do SUS, contribuindo para a implantação da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS), instituída no mesmo ano. A partir então, pelo sucesso que alcançou, o EdpopSUS continua sendo implementado por muitos municípios brasileiros, que têm adaptado o seu formato às realidades locais.

Em Petrópolis, desde 2013, já foram capacitados mais de 150 profissionais em Educação Popular em Saúde. Segundo Norma de S. Thiago Pontes, Apoiadora Institucional do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Petrópolis, Educadora do Programa EdpopSUS e Articuladora Local do Programa, a dimensão educativa do processo de trabalho dos agentes comunitários é fundamental, porque propõe metodologias e tecnologias voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, a partir do diálogo entre a diversidade de saberes. “A educação popular instrumentaliza estes profissionais, que estão tão próximos dessas famílias, inseridos naquele território, a terem um olhar que incorpora a visão da população, os seus saberes, suas perspectivas, sua cultura e seus valores, na identificação dos problemas do território e na promoção da saúde”, explica Norma.

Em 2017, o curso passou a ser oferecido pela SMS em parceria com o Fórum Itaboraí- Fiocruz/Petrópolis, passando, em 2018, a fazer parte de um acordo guarda-chuva de cooperação técnica entre ambas as instituições para o desenvolvimento da gestão participativa intersetorial na promoção da saúde no município. Desde então, o curso vem ganhando aprofundamento metodológico-pedagógico, além de apoio em logística e infraestrutura.

“A intensa parceria entre a Prefeitura Municipal de Petrópolis e o Fórum Itaboraí/Fiocruz em prol da promoção da saúde no município, realizando ações de fomento ao uso plantas medicinais, de organização das comunidades com vistas à constituição de fóruns comunitários e conselhos locais de saúde com caráter intersetorial, de educação popular para agentes comunitários de saúde, de assistência social e para lideranças comunitárias, constitui um exemplo prático e concreto de desenvolvimento social no âmbito dos territórios locais, em  perfeito alinhamento com os Objetivos do Desenvolvimento Social (ODS) e da Agenda 2030”, avalia Felix Rosenberg, Diretor do Fórum Itaboraí.

O curso acontece semanalmente nas instalações do Palácio Itaboraí, sede do Fórum, no bairro Valparaíso. São 17 encontros, perfazendo 160 horas de conteúdos teóricos e práticos para 36 educandos em uma turma multiprofissional, com 70% de servidores da Secretaria Municipal de Saúde e, pela primeira vez, sendo aberto também à participação de servidores municipais da Assistência Social e de representantes das comunidades que estão vivenciando o processo de implantação dos Conselhos Locais de Saúde. No decorrer do curso, os educandos construirão projetos de intervenção em territórios pré-definidos, como desdobramento da educação popular na prática cotidiana de trabalho, e apresentarão a experiência ao final do curso.

Evelin Vaz é assistente social, trabalha no Departamento de Proteção Social Básica da Secretaria Municipal de Assistência Social e é uma das educandas nesta turma do EdpopSUS. Na percepção dela, um dos pontos fortes do curso é trazer a dimensão da educação popular para diferentes segmentos profissionais que atuam com a mesma população, integrando, ampliando e fortalecendo o trabalho da rede de atenção básica no território. “É também uma possibilidade de trocas de conhecimento entre estes profissionais, dando a oportunidade para que as agentes comunitárias de saúde conheçam melhor a política de assistência social, e vice-versa. Esta intersetorialidade é fundamental”, acrescenta Evelin. “Este curso também nos ajuda, enquanto profissionais da assistência, a resgatar o nosso foco para a territorialidade das pessoas que atendemos, porque às vezes, no cotidiano, acabamos atropelando essa dimensão que é essencial ao nosso trabalho, ou seja, entender e respeitar a cultura local, o vínculo que estas pessoas têm com o lugar que vivem, as relações afetivas estabelecidas e como este olhar pode apoiar a assistência que ofertamos”, conclui.

Ainda, dentre as inovações desta turma, estão três educadores que são agentes comunitários de saúde e já participaram como educandos do EdupopSUS, como é o caso de Ingrid Rocha, que atua na comunidade 1º. de Maio, em Madame Machado, Itaipava. Ingrid cursou o EdpopSUS em duas turmas, em 2014 e em 2017, e nesta, atuará como educadora. “Entendo meu papel como facilitadora no entendimento e no aprendizado dos agentes de saúde que estão tendo contato com a educação popular agora, porque já estive no lugar deles e consigo compreender as questões trazidas pelos colegas. Mas, na verdade, mais do que ensinar, eu encaro esta oportunidade como uma nova chance de aprender ainda mais”, comemora a agente comunitária. Ingrid também destaca que se sentiu valorizada e reconhecida profissionalmente com o convite, questão que, na percepção dela, chega em momento oportuno, dada à alegada desvalorização do papel dos agentes de saúde. “Nosso trabalho tem sido burocratizado e a essência do que fazemos, que é estar perto, atuar no cuidado das pessoas, tem se perdido. Este curso valoriza quem somos e o que fazemos e fortalece o elo entre o Sistema Único de Saúde e a população”, aponta.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a meta é que até 2020 outras três turmas do EdpopSUS sejam implementadas em Petrópolis em parceria com o Fórum Itaboraí-Fiocruz/Petrópolis e que até 2021 todos os agentes comunitários de saúde da rede tenham recebido capacitação em educação popular em saúde.

 

 

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